O PSB do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e o PSDB do senador Aécio Neves (MG) — ambos presidenciáveis em 2014 — vão unir forças no Senado para tentar impedir a aprovação do projeto que restringe tempo de televisão e acesso ao Fundo Partidário a novos partidos. Os líderes dos dois partidos na Casa, Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e Aloysio Nunes (PSDB-SP), em reunião na quarta-feira selaram a aliança para uma atuação conjunta. Rollemberg vai entrar com mandado de segurança preventivo junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar impedir a votação da proposta no Senado, depois que ela for aprovada na Câmara.
— Temos que usar todos os meios legítimos para tentar barrar essa agressão, por isso vamos entrar com um mandado de segurança preventivo. É um abuso do Poder Legislativo e um desrespeito ao princípio da livre organização partidária. O STF definiu as regras, deu um entendimento claro sobre isso. Não é possível que se tratem, numa mesma legislatura, duas coisas iguais de formas diferentes — afirmou Rollemberg.
Para o senador, a medida tem endereço certo: o partido de Marina Silva, a Rede Sustentabilidade, e aqueles que seriam formados este ano para fazer oposição à presidente Dilma Rousseff, como o Solidariedade do deputado Paulinho da Força (PDT-SP). O PPS, que poucas horas antes da aprovação do projeto na Câmara conseguiu registrar sua fusão com o PMN, criando o MD, escapou da restrição.
— Estão claramente retaliando a Marina e o Paulinho. Os grandes partidos da base do governo estão começando a fazer o diabo para ganhar a eleição. Essa medida é um novo Pacote de Abril — criticou Rollemberg, referindo-se ao pacote de leis baixado durante a ditadura militar que fechou o Congresso e alterou as regras para as eleições. (Junia Gama e Isabel Braga, O Globo)

































