Salvador – O delegado Carlos Humberto Menezes da Silva, que responde pela Delegacia Territorial de Lagedo do Tabocal, município distante 343 quilômetros de Salvador, anunciou que já instaurou inquérito policial para apurar as circunstancias do incêndio em seis casas e num veículo pertencentes a ciganos residentes na região. Ocorrido na última segunda-feira (8), foi provocado por populares, revoltados com as agressões promovidas por eles, após uma discussão, contra dois pedreiros.
O grupo de ciganos desferiu diversos golpes, com pás e enxadas, contra Adalício Santos, 51 anos, e seu filho Sérgio Queiróz de Oliveira, 27, depois de discordar do preço de R$ 2 mil – a serem pagos em duas parcelas, sendo a última quando a obra ficasse pronta – cobrado para construção de um banheiro.
Adalício teria sido contratado por um cigano conhecido como Cristiano, que considerou o valor muito alto e disse que pagaria apenas R$ 450, quebrando o acordo firmado anteriormente. Sérgio, o filho do pedreiro, não aceitou a nova proposta, iniciando uma briga, ferindo com um facão o pai de Cristiano, o também cigano Barbosa Fiúza Barreto, conhecido como “Roque”.
Levado para o hospital municipal, em Lagedo do Tabocal, Adalício foi ouvido, na manhã desta quinta-feira (11), depois de receber alta. Já Sérgio continua hospitalizado, em Jequié, em estado grave, devendo ser transferido para Salvador. Além de Cristiano e Roque, que fugiu do Hospital Geral Prado Valadares, em Jequié, estão envolvidos na agressão os ciganos identificados pelos apelidos de “Miron”, “Manchinha” e “Casqueiro”. Um advogado procurou à delegacia para informar que os acusados, que serão indiciados por tentativa de homicídio, devem se apresentar nos próximos dias.
Até o momento, a polícia já apurou o envolvimento de, pelo menos, 200 pessoas no incêndio. “Elas sofrerão uma ação coletiva e os responsáveis, uma vez identificados, serão indiciados também criminalmente”, explicou o delegado Carlos Humberto, que aguarda ainda a realização de uma perícia criminal do Departamento de Polícia Técnica (DPT), no local do incêndio. Testemunhas foram convocadas para prestar depoimento e o inquérito será remetido à Justiça dentro de 30 dias.































