AGÊNCIA ANSA
Johanesburgo – Os nadadores da África do Sul que pretendem participar do mundial de natação desse ano em Barcelona, terão que pagar as despesas de viajem e hospedagem por própria conta. A federação da natação local anunciou a media por causa de uma grave crise financeira.
O presidente da federação, Shaun Adriaanse, confirmou hoje que a o time sul-africano vai participar da competição, mas que os atletas “terão que providenciar por própria conta ao pagamento dos vôos e do hotel: nós não temos dinheiro”.
A crise começou após o fim do patrocínio da empresa de telecomunicações Telkom, que até 2012 assegurou a federação uma contribuição de cerca de um milhão de euros por ano. “E agora não conseguimos achar um patrocinador”, declarou Adriaanse.
Bert le Clos, pai e agente do nadador campeão olímpico Chade le Clos, descreveu como “patética” esta situação. “É um absurdo que meu filho tenha que pagar o vôo e o hotel em Barcelona, e isso ainda mais considerando quantas medalhas e quanta glória estes nadadores trouxeram para a África do Sul. Há outras seleções que gastam milhões e não levam nada para casa”.
O ministro sul-africano do esporte, Fikile Mbalula, declarou que por em quanto não pode fazer nada, se não uma tentativa, fracassada, de convencer a Telkom a voltar a financiar a federação da natação.
Na Olimpíada de Londres 2012 a África do Sul ganhou três medalhas na natação: duas de ouro, com Le Clos nos 200 borboleta e Cameron Van der Berg nos 100 peito, e uma de prata no 100 borboleta com Le Clos.
Na Itália, há também casos de atletas de seleções que pagam por competir no exterior. Por exemplo a esgrima, onde os atletas são obrigados a realizar um rodízio para bancar as despesas para as competições eliminatórias para a Copa do Mundo. (AnsaLatina)





























