AGÊNCIA ANSA
Caracas – O candidato presidencial da oposição na Venezuela, Henrique Capriles, rechaçou as declarações consideradas por ele “homofóbicas” que emitiu o candidato da situação e presidente interino, Nicolás Maduro e lhe pediu que deixe “tranquilo” o falecido presidente venezuelano, Hugo Chávez.
“O problema Nicolás é você. Você é o problema. Te direi isso muitas vezes. Já está a 100 dias no governo, e já teve 50% de desaprovação. Tudo que tem feito foi se esconder na imagem do presidente. Deixem que o presidente descanse em paz”, disse Capriles em uma entrevista em Caracas.
O candidato opositor qualificou de “fascistas, de extrema direita”, as palavras de Maduro em referência a sua pessoa, quando o atual presidente disse que ele tinha mulher e gostava de mulher, insinuando que Capriles era gay por ser solteiro.
“Isto é fascismo e eu vou pedir respeito, porque eu quero um país de inclusão”, destacou ele.
O candidato classificou de xenófobos as palavras de Maduro sobre “as crianças de sobrenome” e recordou que o Governo tem muitas pessoas com sobrenomes provenientes de outros países.
Capriles destacou que “não há nem um só palavra minha que ofenda a família do presidente Chávez. Se existe uma palavra na qual ofendi a família do Presidente, eu me retrato publicamente”.
O candidato opositor informou que se afastou do cargo de governador do estado de Miranda para atender as exigências eleitorais, como estabelece a lei para participar das eleições que acontecem em 14 de abril próximo.
“Continuam violando a Constituição; e importante que os venezuelanos e o mundo o saibam”, disse Capriles após qualificar a presidência de Maduro de “espúria”.
“Nicolás precisava que o investissem em um cargo de Presidente para poder fazer campanha. Nicolás não foi eleito por ninguém, ele deveria ser candidato nas mesmas condições na qual eu sou, como o estabelece o artigo 229 da Constituição”, afirmou ele. (AnsaLatina)
























