“Bruno e Maka. A amizade nem mesmo a força do tempo irá destruir, amor verdadeiro”, diz a mensagem tatuada nas costas de Luiz Henrique Romão, o Macarrão, para expressar a relação entre ele e o goleiro Bruno Fernandes. Por ironia, aquele que jurava amizade eterna tornou-se o principal algoz do ex-jogador do Flamengo, que irá a júri popular a partir de segunda-feira (4), em Contagem (região metropolitana de Belo Horizonte), acusado pelo sequestro e morte da modelo Eliza Samudio, mãe de seu filho Bruninho.
Na avaliação de advogados criminalistas, o depoimento de Macarrão no Tribunal do Júri de Contagem, em novembro passado, no qual o acusado, apesar de ter confessado a participação no crime, pela primeira vez apontou Bruno como mandante, aumenta a chance do goleiro ser condenado pelos jurados.
“A tese de Bruno como mandante foi admitida no julgamento anterior, que teve a participação da mesma juíza e do mesmo promotor. É uma prova forte. A tendência é que o novo corpo de jurados admita isso também”, afirma o jurista Luiz Flávio Gomes, ex-promotor e ex-juiz.
“A situação fica muito difícil quando se tem um réu confesso delatando [Bruno] e um conjunto probatório tão grande. A confissão do Macarrão, que coloca Bruno como autor, vai ter uma influência grande”, opina Fernando José da Costa, presidente da Comissão de Direito Criminal da OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo). (UOL Esporte)


























