REDAÇÃO DO JORNAL DA MÍDIA
Salvador – A crise no ferryboat é tão intensa neste Verão que dá até para comemorar quando a Agerba anuncia que o sistema está funcionando nesta sexta-feira (25) com duas embarcações, de um total de oito unidades. Isto mesmo: depois de levar uma semana com somente um ferry em tráfego – ou nenhum, como aconteceu ontem -, a travessia marítima entre Salvador e Bom Despacho está sendo feita pelos navios “Anna Nery” e “Rio Paraguaçu”.

Longe de o usuário ter “acesso livre” para embarque nos dois terminais, como diz a Agerba em seu site. A fila nesta manhã, em Salvador, passa da Feira de São Joaquim. É coisa aí calculada para embarque, levando-se em conta as duas embarcações em tráfego, para cerca de cinco horas de espera. E a fila em São Joaquim pode ser considerada pequena para uma sexta-feira de muito sol, com muita gente querendo atravessar de carro para o fim de semana nas praias da Ilha.
Explica-se: escaldados com o colapso no sistema, milhares de usuários estão preferindo pegar a estrada. De Salvador para a Ilha de Itaparica pelas BRs 324 e 101, são 260 quilômetros. Sem muita correria, o percurso pode ser feito tranquilamente em três horas e meia. Quem preferir deixar a BR-324 e pegar a estrada a Santo Amaro, o percurso é reduzido em 40 quilômetros. De Santo Amaro chega-se a Cachoeira-São Félix e daí o acesso é feito até Maragogipe, depois a São Roque do Paraguaçu. Essa rodovia está com conservação regular, mas é muito sinuosa e requer cuidado do motorista.
Governo Silencia – O Governo do Estado resolveu fechar o bico e não fazer mais as desastrosas previsões sobre quando o sistema realmente contará com as sete embarcações em tráfego, como havia prometido o vice-governador Otto Alencar – ele disse que em 15 de dezembro passado o usuário iria comemorar com a frota de sete navios operando sem parar. E nada.
O Verão acaba depois do Carnaval. Numa previsão otimista feita por fontes da Agerba para o JORNAL DA MÍDIA, é possível que no Carnaval, historicamente o período de maior demanda no ferryboat, o sistema conte com cinco embarcações. Isto se o ferry “Ivete Sangalo”, fora de tráfego por um problema de eixo, retornar a tempo do estaleiro. Do contrário, serão quatro. É torcer para que até lá os demais navios não quebrem também. Se um deles fraturar um joelho, por exemplo, o médico ortopedista Otto Alencar vai ter muito trabalho durante a folia momesca.
Wagner e Sarney – Ontem, como sempre faz pelo menos duas vezes por mês, o governador Jaques Wagner compareceu a um programa de TV para responder as perguntas de sempre, aqueles que o entrevistador levanta a bola para o governador chutar. Wagner voltou a prometer que o Estado vai comprar mais dois ferries para o próximo Verão. Os dois “papa-filas” vão poder transportar, cada um, 200 carros.
Mas Wagner já avisou: o governo, ou melhor, o Estado vai ter que subsidiar parte das operações do sistema, que será operado, logo que acabar a intervenção da Agerba, pela companhia Internacional Marítima. Esta empresa é do Maranhão, terra do glorioso senador José Sarney. Ninguém está dizendo aqui que o eclético Sarney tem participação nesse negócio aí. Longe disso.
A Internacional Marítima vai receber do Estado todos os navios reformados e recuperados para poder operá-los. A reforma dos ferries tem custo que já passa dos R$ 20 milhões e é toda bancada com dinheiro público. Em 2005, quando Paulo Souto trouxe a TWB para a Bahia, usou o mesmo critério: reformou todos os navios e entregou tudo de mão beijada. O Estado recebeu seis anos depois, tudo sucateado. A história tem tudo para se repetir, mais uma vez.





























E não vai ter licitação ou vai ter licitação com carta marcada para a Internacional?
Eu tô achando que essa empresa é de Sarney mesmo. Fizeram uma dobradinha….Eu quero ver se Lídice da Mata, Pinheiro e Durval vão votar em Ivan Calheiros para a presidencia do Senado. Se votarem, o acordo foi selado.
É, que marmelada miserável. Eu pensei que o negócio tivesse resolvido com a intervenção. Bagunçou de vez agora; O ferry tá uma loucura de porcaria.
Matuto, acho que vou perder a parada. Por outra, vamos perder a parada. Tem gente tirada a séria pensando em como tirar proveito do caos. Eles vão acabar se dando bem. A privatização do sistema é pedra cantada. Os “privatistas” são mais hábeis, para não dizer outra coisa, insistem em tirar proveito financeiro do nosso povo sofrido.
A receita deles é velha e conhecida: entrega do sistema para as entidades ditas privadas (àqueles que se dizem “vitais” para o funcionamento do negócio). Não entram com nada e saem de bolsos cheios.
Entendo que o momento é de resistência. Mesmo com o sistema em péssimas condições, melhor que o Estado assuma definitivamente o negócio, em vez de entregá-lo a particulares quando eles já provaram: da cana só querem o doce.
É “vital” para o bom funcionamento do sistema que deva ser afastada a ideia de privatização do sistema ferryboat. Qualquer bobo sabe disto. Lógico, os espertos pensam o contrário.
Matuto, acho que perdemos a parada. O seu amigo não será chefe de nada. Vão entregar o negócio de mão beijada para mais um forasteiro de última hora. O povo?…como dizia a Zélia Cardoso (ex-ministra do Collor): “…mero detalhe”.
Eu estou indignado com esta esculhambação. E os prefeitos dos nosso municípios, o Magno do PT que é confundido pelo governador Jaques Wagner como Nicandro do wisky? Cadê esses senhores? Tomem vergonha na cara e trabalhem, defendam os interessses da Ilha de Itaparica. Seus merendeiros que fazem negócio com a Merenda Escolar.
Parabéns Fedegoso pelo seu comentário. Esse serviço do ferry boat não tem que tá na mão desses vagabundos da iniciativa privada, aproveitadores de plantão. Tem que privatizar essa zorra mesmo. Concordo com vc e com o Agerbiano Matuto. Parabéns também Matuto, vc está correto.
A Ilegalidade da nomeação do Diretor Executivo
Na lei estadual No. 7.314 de 19 de maio de 1998, que criou a AGERBA, está escrito, no seu art. 16, que é vedado a nomeação de diretor executivo que seja mandatário de qualquer entidade regulada.
Acontece que o Diretor Executivo da AGERBA, ilustríssimo Dr. Eduardo Pessoa, na época de sua nomeação, exercia a nobre atividade de advogado; era, portanto, mandatário (recebia mandato por procuração) de algumas empresas de ônibus, como a empresa Novo Horizonte. Esta informação é facilmente obtida no site do Tribunal ou através de consulta dos diversos processos em andamento ou já arquivados que seus clientes na época são parte.
Desta forma, no sentido da lei, a sua nomeação era vedada.
Se vedada nomeação e mesmo assim aconteceu, o ato administrativo de sua nomeação é ilegal e, portanto, nulo. Se o ato de nomeação do Diretor Executivo é nulo todas as suas decisões são, por consequência lógica, também nulas ou, no mínimo, anuláveis.
Vejam o arquivo da lei:
Art. 16 – É vedada a nomeação de Diretor Executivo e de Diretores Gerais que:
I. exerçam qualquer cargo ou função de controlador, diretor, administrador, gerente, preposto, mandatário, consultor ou empregado de qualquer entidade regulada;
II. recebam, a qualquer título, quantias, descontos, vantagens, ou benefícios de qualquer entidade regulada;
III. sejam sócios, quotistas ou acionistas de qualquer entidade regulada;
IV. exerçam atividade político-partidária.
Para Conferir:
processo 0017033-76.2009.8.05.000 Viação Novo Horizonte
Processo 0000466-56.2010.8.05.000 Joafra Transportes Ltda.
processo 0002094-23.2011.8.05.0000 Transporte Coletivo Hermes Ltda.
Para conhecimento dos viajantes, a BR 101 esta passando por reformas também!!!!!!!!!!! Hoje optei por vir pela estrada e me deparei com engarrafamentos longos. A princípio fiquei muito preocupada imaginando tratar-se de mais um acidente, algum tempo depois vi que só havia um lado da rodovia disponível para o trânsito.
Será que a próxima sugestão do governo será fazermos a viagem de helicóptero??????
Prezado Assombrado, não é verdade o que diz. Veja o tempo do verbo “exercer”. E quanto a “ter sido”… Não há nulidade nos atos da administração. Ou o senhor está apresentando é tese de defesa da empresa afastada? Aqui só tem bobo, mas, o mais bobo daqui conserta relógio mergulhado no fundo do mar e sem escafândro.
O pulo do gato está em quem vai dar continuidade aos serviços do transporte, se será mais uma empresa aventureira de última hora, ou se o Estado vai tomar para si a responsabilidade de tal. Se for uma empresa particular, da sociedade civil, ela vai ficar com o patrimônio do povo (Estado) de graça, tudo novinho, pintadinho, bonitinho, funcionando nos trinques e, depois de algum tempo, é certeiro, entregará tudo de volta sucateado e a história recomeçara.
Esqueçamos Zé, Pedro, Mané, não podemos perder o foco, vamos ficar com um olho no gato e com o o outro no peixe.
Caro Fedegoso, é sintomática a forma de descarte imediato da minha afirmação com a simples e sem fundamentação afirmação de que o que afirmei não é verdadeiro, ou melhor, é falso! Fundamento? onde?
O que você afirma, sim, é falso, não é verdadeiro!
Vejamos: o verbo é exercer. Exerçam é tempo presente, significar estar exercendo.
Ora, que está de posse de um mandato válido (procuração não revogada) está em pleno exercício dos poderes outorgados, exerce, portanto até a revogação ou renúncia.
Aliás, quem é advogado defende, é a voz dos interesses de seu cliente.
Os processos que indiquei são de 2009, 2010 e 2011. Quando foi o ilustre nomeado?
Ademais, é, no mínimo, imoral deixar o lobinho com a chave do galinheiro…
De qualquer forma, o ministério público, que tem o dever de defender a legalidade, a lei, poderia? se mexer.
Lamento, mas a Bahia não tem oposição, a Bahia não tem jornalismo, só oficialismo.
SE ISSO ACONTECER A CONSTRUÇAO DESSA TAL PONTE SERÁ MAIS UMA OBRA SUPER FATURADA EM SALVADOR -BAHIA ISSO É A REALIDADE.