O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva alterou sua agenda de trabalho para evitar encontrar-se com assentados rurais que invadiram a sede de seu instituto nesta quarta-feira (23), em São Paulo.
Segundo o diretor-presidente da entidade, Paulo Okamotto, Lula disse ter ficado chateado com a invasão e desistiu de ir ao local.
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“Lula ficou chateado porque o pessoal invadiu e ele teve que mudar sua agenda”, afirmou Okamotto, após reunir-se pela segunda vez com os cerca de 50 manifestantes que estão no Instituto Lula, na zona sul da capital paulista.
Okamotto, no entanto, disse que os manifestantes têm a solidariedade de Lula para resolver o problema do assentamento.
Os manifestantes, moradores do assentamento Milton Santos, no interior paulista, querem que o ex-presidente intervenha junto ao governo federal para reverter a ordem de despejo do local, previsto para ser realizado no dia 30 deste mês.
Okamotto ligou para o ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, para discutir o caso e disse ter conseguido a divulgação de uma nota, pelo Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e pelo ministério, afirmando que o governo federal vai dialogar com os assentados, desde que eles deixem os locais ocupados. A sede do Incra em São Paulo também foi invadida.
Segundo Okamotto, o presidente do Incra, Carlos Guedes, entrará em contato com os invasores. “A partir de agora a relação deles é com o governo”, disse.
O dirigente do instituto reclamou que os manifestantes nunca pediram uma audiência com o ex-presidente Lula, fato que foi confirmado pelo representante dos assentados, Paulo Albuquerque.
“Não posso concordar com os métodos que estão usando”, afirmou Okamotto. A segurança do instituto deverá ser alterada, segundo o auxiliar de Lula. (Folha)






























