A estiagem enfrentada pela Bahia está dificultando o combate ao fogo que consome parte da Serra do Sobradinho, no Vale do Capão. A área, integrante da Chapada Diamantina, já perdeu mais de 500 hectares em quatro dias de chamas. Segundo relatos de brigadistas que tentam conter o fogo, a escassez de água levou ao uso da técnica do abafamento, mais lenta. Não há previsão de chuvas na região nos próximos dias.
Quinta-feira (11/1) os governos federal e estadual anunciaram ajuda para o Vale do Capão. O Instituto Chico Mendes (ICMBio), órgão responsável por cuidar do Parque Nacional da Chapada Diamantina, anunciou a chegada de mais 21 brigadistas, deslocados do Parque Nacional do Descobrimento e do Parque Nacional de Brasília, que se juntam aos 22 contratados e 30 voluntários que atuavam na tentativa de debelar as chamas.
O fogo atingiu a Cachoeira da Fumaça e o Morrão. O instituto federal admite a hipótese de o incêndio ter tido origem criminosa. Há a possibilidade de o ICMBio enviar um helicóptero e aviões.
O governo do Estado, por meio da Secretaria de Meio Ambiente (Sema), destinou um avião Airtractor e apoio do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar da Bahia. O secretário de Meio Ambiente da Bahia, Eugênio Spengler, tem chegada prevista para esta sexta-feira (11). Spengler fará um sobrevôo na região para avaliar a extensão da área afetada.
De acordo com o secretário, estão sendo enviados 50 kits de equipamentos de proteção individual (EPIs), dois carros com tração 4×4 e um aporte de R$ 20 mil para compra de água e alimentação para os brigadistas.
“Para combater os focos de incêndios, já temos em campo técnicos do Inema, mais de 40 brigadistas e 50 bombeiros, com o objetivo de debelar e monitorar os incêndios florestais na região”, afirmou Spengler. (Adriano Vilella, no iG)
































