
A decisão do bloqueio foi monocrática, tomada apenas pelo ministro Joaquim Barbosa. Ontem, o advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, que defende Duda e Zilmar, afirmou que protocolou uma petição simples, e que o desbloqueio dos bens dos dois é uma consequência natural da absolvição.
Duda e Zilmar foram acusados pelo Ministério Público de cometer os crimes de evasão de divisas e lavagem de dinheiro no mensalão.
Almeida Castro afirmou estar otimista de que Joaquim Barbosa, que é o ministro de plantão neste recesso do Judiciário, decida a favor de seus clientes. O relator do mensalão pode decidir a qualquer momento sobre o pedido, antes mesmo da volta dos trabalhos do STF. Há imóveis e contas bloqueados, mas o advogado não soube precisar o valor dos bens de seus clientes em poder da Justiça.
O advogado disse ainda que Duda passou dificuldades financeiras e que “teve que se reinventar” para sobreviver:
— Depois desse bloqueio, Duda teve que se reinventar. Com a repercussão da ação (mensalão), ele teve dificuldade de trabalho no Brasil e foi para o exterior, onde atuou e montou agências em Portugal e na Polônia. Até prêmio de publicitário do ano ganhou nesses países.
Com o bloqueio, Duda e Zilmar estão proibidos de mexer nos seus bens, não podem vender imóveis ou movimentar suas contas bancárias. Em 2008, os advogados de Duda e Zilmar tentaram suspender o bloqueio e substituí-lo por carta-fiança, o que foi negado por Barbosa.































