Ano novo, aliança nova. Após quase um ano de negociações nos bastidores, marcadas por idas e vindas, o prefeito eleito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), e o atual prefeito, Gilberto Kassab (PSD), assumiram publicamente quarta-feira (19) que deverão caminhar juntos politicamente até 2014.
Na cerimônica em que foi diplomado pela Justiça Eleitoral, Haddad fez uma espécie de desagravo a Kassab. Ele afirmou que a troca de poder na capital paulista ocorre de forma “transparente e democrática, com a equipe do prefeito 100% à disposição da nossa equipe de transição. Não está faltando interação nem interlocução”.
Em entrevista publicada por ÉPOCA nesta semana, na qual se lançou pré-candidato ao governo de São Paulo, Kassab disse: “Tenho feito esta transição da melhor maneira possível, para que ela seja exemplar. Qualquer um que fosse o prefeito eleito, teria a mesma postura. Todos sabem que cogitei apoiar Haddad. É uma pessoa que tem qualidades, espírito público”.
No início deste ano, antes de o ex-governador José Serra (PSDB) ter tomado a decisão de ser candidato a prefeito, Kassab negociou com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o próprio Haddad uma aliança eleitoral.
Porém, após o lançamento da candidatura Serra, Kassab fechou com o tucano, seu antecessor na prefeitura, e passou a ser duramente atacado pela campanha de Haddad e pelos petistas. Encerrado o processo eleitoral, o pragmatismo político falou mais alto.
Nesta quarta, Haddad também chegou a afirmar que aproveitaria projetos do antecessor, sem citá-los. Ao fim do evento, na Sala São Paulo, o prefeito eleito explicou que sua atitude foi “democrática” e “republicana” para com o colega. Segundo Haddad, sua gestão aperfeiçoará políticas em curso, mas vai ressaltar seu estilo político.
“O que disse na campanha que vai mudar, eu vou mudar. Tenho plano de governo com metas ousadas que precisarão ser tomadas desde o primeiro dia”, afirmou o petista. Kassab não falou com a imprensa. (Época)
































