O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, só soube que a Polícia Federal faria a Operação Porto Seguro por volta de 20h de 22 de novembro, véspera do início da ação. O diretor da PF, Leandro Daiello, telefonou para o ministro e avisou que haveria a operação no dia seguinte.
Disse que as buscas atingiriam órgãos federais em Brasília e em outras unidades da federação. O ministro, que estava a caminho do aeroporto para ir a Fortaleza, deu meia volta e foi ao Palácio do Planalto avisar à presidente Dilma da operação.
Para Cardozo, a PF o avisou no tempo certo. Caso tivesse avisado antes, poderia comprometer o sigilo da operação.
Nesta terça-feira, às 10h, Cardozo irá ao Congresso Nacional para prestar esclarecimentos às comissões de Fiscalização e Controle e de Segurança. O ministro defenderá a lisura da atuação da Polícia Federal no caso, inclusive nas buscas realizadas no escritório da Presidência da República, em São Paulo, e na sede da Advocacia Geral da União (AGU), em Brasília.
O ministro também deverá enfatizar a reação do governo ao escândalo. No dia seguinte à operação, Dilma determinou o afastamento de todos os servidores públicos indiciados pela PF e a abertura de investigações internas em cada órgão sobre as irregularidades que deram base à operação policial. Os 13 servidores investigados já foram afastados.((Jaílton de Carvalho, O Globo)
































