
Ao afirmar que jogador sem pressão não funciona, e que “se alguém achar que tem muita pressão, que vá trabalhar em algum escritório ou no Banco do Brasil”, o técnico mexeu com o brio de uma entidade que patrocina o voleibol nacional há quase duas décadas.
A resposta da direção do BB foi imediata. Em comunicado oficial distribuído à imprensa nesta quinta-feira (29), o Banco do Brasil desejou sorte a Felipão na nova empreitada, mas se mostrou resignado com a citação infeliz.
“O Banco do Brasil, junto com todo o povo brasileiro, deseja boa sorte ao técnico Luís Felipe Scolari em seu novo desafio à frente da Seleção, e torce para que as grandes conquistas do vôlei brasileiro, patrocinado pelo BB há mais de 20 anos, inspirem o trabalho da Seleção.
Entretanto, o Banco do Brasil lamenta o comentário infeliz do técnico Luis Felipe Scolari e afirma que se orgulha por contar com 116 mil funcionários que todos os dias vestem a camisa do Banco, com as cores do Brasil, e trabalham com dedicação e compromisso para atender com excelência às necessidades de nossos clientes e do nosso País.
Para a família BB, planejamento, respeito e organização são os segredos para uma estratégia de sucesso que transforma a pressão do dia-a-dia em motivação para as conquistas e para o apoio ao desenvolvimento do Brasil”. (R7)





























Ser “politicamente correto” é por mais das vezes cinismo. Felipão errou? Sei não! O que ele disse saiu do fundo do coração da alma do brasileiro “arroz-com-feijão”. A irritação é da cúpula de banqueiros e bancários. Não é da base não.
Ora, os Bancos não respeitam o usuário nem com os juros, nem com as intermináveis filas. Comparar jogadores de futebol de times aguerridos como são exigidos no futebol de hoje com algumas lesmas do atendimento bancário pode ser razoável. Pelo que disse e como disse, não vi maldade do Felipão. Vi sim, do outro lado, uma irritação desmesdida por conta, quem sabe de uma enorme carapuça ?