CLÁUDIO ANDRÉ DE SOUZA *
O PT e a sociedade civil
Pesquisas recentes da ciência política visam entender as transformações enfrentadas pelo Partido dos Trabalhadores (PT) relativas a representação política, em especial, o saldo da relação do partido com o conjunto de atores tradicionais da sociedade civil: movimentos sociais, sindicatos, ONGs, associações, entre outros. Ou seja, como entender se o partido ainda representa estes setores após mudanças consideráveis no bojo de governos de coalizão permeados por interesses díspares de reforma gradual e pacto conservador?

A medida que a insatisfação com o governo estadual entrou na campanha, o candidato ACM Neto (DEM) radicalizou a estratégia de criar um plebiscito do PT nas urnas, ressaltando o governo estadual como modelo negativo de gestão. Captou assim o sentimento de “mudança” do eleitorado, responsabilizando o partido pelos problemas sociais vividos na capital. Os desgastes da gestão estadual e a ampla visibilidade do julgamento do mensalão tornaram as eleições um ambiente favorável ao antipetismo, com participação ativa de cidadãos difusos nas redes sociais virtuais.
É cedo concluir sobre os efeitos deste desencontro do PT com a sociedade civil, mas não há como fugir de um duplo movimento crítico, o de cunho institucional, relativo à avaliação dos seus governos e ao compromisso com segmentos sociais tradicionais, e sobre a política da qual o PT até aqui jamais abriu mão: a de possuir influência entre os atores políticos da sociedade civil. Após as eleições, o maior desafio do partido na Bahia é restabelecer as pontes com a sociedade civil, seu lugar de origem, reconhecendo erros e acertos.
* Cláudio André de Souza é Mestre em Ciências Sociais (UFBA) e professor de Ciência Política da Universidade Católica do Salvador (UCSAL).

































A dita esquerda é interessante, o não compromisso com resultados levou o comunismo ao colapso. As bases de sua ideologia não é natural, compromisso com o aparelhamento do Estado, governar para amigos a maioria das vezes os mais despreparados, perseguição dos inimigos e sua demonização, proteção canina aos erros dos amigos, são defeitos herdados pelos partidos de esquerda nos países ditos democráticos depois de escolhida esta via ao poder depois da realidade dos fatos mostrar, por exemplo, que a Albânia não era o farol do mundo.
O Governo Wagner peca dos mesmos males, apesar do mesmo ser extremamente competente em política e extremamente incompetente em gestão e sem resultados no mundo real não se sobrevive. O discurso da igualdade sem consequência prática não sobrevive ao maior dos senhores, o tempo, aliás a verdadeira igualdade é a de oportunidades e que a meritocracia faça sua parte.
A vitória de Neto foi antes de tudo a vitória de quem se preparou contra uma Bahia virtual que não existe. A vitória da inteligência sobre a arrogância e truculência de quem sempre combateu o Carlismo mais adota os mesmos métodos. Toda a sorte a Neto que com sua juventude e inteligência fará sem dúvida um bom governo, o resto é choro de quem perdeu principalmente por seus erros.