
”É quase certo que Marinho, com o PRB, vai para Pelegrino; Hamilton Assis e o PSOL vão declarar neutralidade; e o PMDB vai ficar com ACM Neto. Se Mário Kertész acompanha ou não, é a única novidade que resta.
O governador Jaques Wagner incursionou por Brasília tentando reverter a situação. Ontem, Geddel passou o dia por lá, conversando com as lideranças nacionais, enquanto o irmão, o deputado federal Lúcio Vieira Lima, ficou na Bahia conversando com vereadores e prefeitos eleitos, além dos deputados.
Mas lá e cá o que está sendo delineado não muda muito. Geddel tenta costurar uma posição, se não unânime, o mais abrangente possível para mostrar coesão. No jogo, a união com o PT de Pelegrino está descartada. Até porque, para ele, seria algo como tentar reabilitar um casamento já desfeito de forma ruidosamente litigiosa. Ficaria sem discurso, pela falta de encanto das partes.
Se se fazem acordos em 2012 pensando em 2014, seria inimaginável ver Geddel e Wagner no mesmo palanque daqui a dois anos por absoluta falta de confiança mútua.
Cargos e vantagens tais não têm peso nesse jogo. O que conta é a disputa do governo, como Geddel já o fez em 2010. Nessa linha, o caminho dele é Neto. Aliás, o único”.































Não acredito que o PMDB bahiano seja capaz de tal ousadia. As urnas dizem o contrário quando o PMDB perdeu quase a metade dos municípios tanto para o PT quanto para o PSD de Otto Alencar. Ou seja, estatisticamente o sinal é outro. E a situação do Neto é muito difícil quando vai lutar contra a máquina do Estado e da União. Acho que o jornalista Levi Vasconcelos está equivocado. Ou botando pilha quando muitos casais vivem de abraços e beijos em púbico mesmo que às turras dentro de casa. Questão de compostura, dizem.
É aguardar.
O pesquisador está demoralizado, pelo menos aqui na nossa terra. E o que aconteceu ontem? Ora, um partido ficou com um e o puxador de votos ficou com o outro. Definição? Não! Não! Nem pensar em definição. Se um ganhar, ele leva vantagem. Se o outro ganhar ele também se dá bem. Assim é o tal partido que briga para ser coadjuvante, nunca para ator principal, mercê dos seus nobres e fidalgos dirigentes. Por isso que o IBOPE não consegue apurar nada aqui na nossa terra. Vai entender? Mas eless vivem muito bem, os dirigentes, sempre em cargos bons, comendo carne de primeira, filé e coisa e tal. O povo? Ora, como dizia a Zélia: Mero detalhe.