LUÍS AUGUSTO GOMES
As análises e interpretações do primeiro turno das eleições em Salvador ainda serão copiosas, mas alguém, definitivamente, terá de começar a mexer um dedo em relação às pesquisas, que, no caso acreditado do Ibope, deram ao candidato ACM Neto (DEM), na véspera, 11 pontos a menos do que teria nas urnas, o que nem margem de erro conserta.
É inevitável que, com o resultado ainda quente, esse tipo de consulta perca consideravelmente o valor para o segundo turno, que terá seus mistérios muito mais acentuados nestas três semanas que se iniciam. Soará a chacota dizer agora quem vencerá, especialmente porque menos de meio ponto percentual separou Neto de Nelson Pelegrino (PT).
É tempo de alianças e conversas, mas que não se espere do eleitorado disponível ir para um ou outro lado ao sabor da voz de comando de pretensos líderes. Começa uma nova campanha, de curta duração e com igualdade de competição. Os dois competidores terão de inovar, mostrar uma proposta concreta e viável para cidade, pois é por aí que a maioria decidirá. (Por Escrito)
































