Milicianos e traficantes estão cobrando de R$ 30 mil a R$ 50 mil, ou mesmo obras, para que candidatos a prefeito e vereador façam campanha em seus redutos. Pelo menos em sete favelas, dois complexos — Maré e Manguinhos — e quatro conjuntos habitacionais das zonas Oeste e Norte do Rio, além de Itaboraí, Niterói, Belford Roxo, Nova Iguaçu e Duque de Caxias, já há casos, de acordo com levantamento feito junto aos partidos.
Ontem, na favela da Reta Velha, onde, de acordo com o juíz da 151ª Zona Eleitoral de Itaboraí, há 19 mil eleitores, foi feita uma megaoperação com fiscais do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) e policiais civis para retirar material irregular de campanha e prender seis traficantes suspeitos de extorquir dinheiro de candidatos.
Desde que o juiz eleitoral Marcelo Villas esteve na Reta Velha pela primeira vez, há um mês, ele identificou que apenas um candidato a prefeito e cinco a vereador tinham propaganda na localidade.
O fato levou a um inquérito na Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DH), que corre em segredo de Justiça, para apurar a venda de espaço a candidatos para propaganda.
As investigações constataram que os traficantes negociaram, em troca de votos e do livre acesso à favela, a construção de uma quadra poliesportiva na comunidade com emissários que seriam ligados à prefeitura de Itaboraí.(Vera Araújo e Marcelo Rodrigo/O Globo)

































