
Falando de sua época de artista, Brigitte deu uma de modesta, afirmando que era feia. “Tentava ficar o mais bonita possível e, ainda assim, me achava feia. Para mim, custava muito sair e me mostrar. Tinha medo de não estar à altura do que se esperava de mim.”
Ainda assim, reconheceu que tinha poder de sedução, coisa que agora não a interessa mais. “Na minha idade, não quero seduzir nada nem ninguém”, disse a atriz, que também admitiu ter sido “esmagada” pela fama. “Ninguém pode imaginar até que ponto foi espantoso. Um calvário. Já não podia viver daquele jeito.”
A difícil relação com o sucesso explica em parte o sumiço da atriz, que diz hoje só aspirar à solidão. Outro motivo é o estado atual do mundo, que não a agrada. “Como sou de natureza contemplativa, a solidão me cai muito bem”, concluiu. (Veja)



























Brigitte Bardot, até hoje, me desmancha de prazer. Lembro de um sábado, sessão vespertina no cine Marabá, na esquina da Ipiranga com a São João, assistindo E Deus Criou a Mulher, dirigido pelo seu segundo marido Roger Vadin. Nunca cena simples, Brigitte sai nua do banheiro e se envolve numa toalha de banho. Pra quê? O cinema inteiro se masturbou. Uma loucura coletiva! Há mais ou menos 32 anos, quando cheguei a Salvador, assistimos esse mesmo filme na televisão da redação do Jornal da Bahia. Rafael Pastore, então secretário do jornal, já bombado por algumas doses de uisque, saiu com uma inesquecível: ‘Taí uma xoxota que sou capaz de barbarizar mesmo que tenha 100 anos’. Gargalhadas geral, claro!