
Em 1992, quando era deputado estadual, ele integrou CPI para apurar denúncia de corrupção na OAS. Havia a suspeita de que a empreiteira era beneficiada nos governos de Antônio Carlos Magalhães (1927-2007) e de seus aliados.
Indagado sobre a doação de uma construtora já investigada por ele mesmo, Pelegrino apenas respondeu: “Só digo o seguinte: as minhas doações estão todas registradas conforme a lei. A única coisa que eu tenho a declarar é essa”.
No sistema do TSE, a empresa ainda não deu dinheiro para outro concorrente do PT na corrida soteropolitana. A empreiteira é de propriedade de César Matta Pires, casado com uma das filhas de ACM, Teresa Helena Magalhães Matta Pires.
O casal é rompido com os demais parentes de ACM desde a morte do patriarca. Mas a construtora já doava verbas para campanhas petistas desde 2002. Em 2010, deu R$ 1,5 milhão para a campanha vencedora de Jaques Wagner ao governo do Estado.
O ápice do imbróglio familiar ocorreu em março de 2008, quando oficiais de justiça e PMs baianos entraram no apartamento da viúva de ACM, Arlette Magalhães, para levantamento de obras de arte e outros bens para o inventário. Teresa desconfiava que a família excluiu, de propósito, quadros e esculturas do inventário.
A juíza que concedeu a liminar de ocupação do imóvel foi Fabiana Pelegrino, mulher do prefeiturável. Integrantes do clã pediram, em vão, a suspeição da magistrada. À época, Pelegrino declarou não haver qualquer influência política no caso. (João Paulo Gondim, do iG)































