AGÊNCIA ANSA
Santiago do Chile – Ao menos 132 pessoas foram presas pela polícia do Chile durante 13 passeatas simultâneas realizadas ontem por estudantes secundaristas para protestar contra a qualidade do ensino no país.
O diretor da Secretaria de Segurança Pública da região metropolitana de Santiago, Gonzalo Diáz, comentou que os acontecimentos “confirmam o que o Chile já sabe: os dirigentes estudantis não se importam em descumprir a lei e acreditam ter direitos superiores ao resto dos cidadãos”.
Segundo Diáz, os dirigentes “não só convocaram múltiplas marchas ilegais” como “não cumpriram com a palavra de não interromper o trânsito, gerar destroços e danificar propriedades públicas”.
As autoridades chilenas informaram que 18 policiais ficaram feridos, sendo que três registraram fraturas graves.
Os principais enfrentamentos entre manifestantes e policiais ocorreram em Santiago, cujo prefeito é Pablo Zalaquett, que tenta se reeleger em outubro.
A jornada de protestos ocorreu após o não pronunciamento do Poder Executivo sobre a demanda dos estudantes. As mobilizações dos secundaristas começaram na semana passada, com a invasão de prédios públicos e de estabelecimentos educacionais.
Em 2011, uma série de manifestações convocadas por estudantes chilenos abalou o país e chamou a atenção da comunidade internacional.




























