Defesa de Duda Mendonça deve alegar que ele recebeu dinheiro do PT por prestação de serviços

Heloisa Cristaldo
Agência Brasil

Brasília – O advogado Luciano Feldens está, neste momento, fazendo a sustentação oral de José Eduardo Mendonça, o publicitário Duda Mendonça, no julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal.

Duda Mendonça foi o coordenador responsável pela publicidade da campanha que levou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à presidência em 2002. O Ministério Público Federal (MPF) acusa o publicitário de receber dívida de campanha das eleições daquele ano por meio do esquema criminoso montado por Marcos Valério, com saques em espécie no Brasil e movimentação no exterior para receber a outra parte da dívida. Na Ação Penal 470, Duda Mendonça responde por evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

A defesa deve sustentar que Duda Mendonça estava recebendo dinheiro por um serviço lícito prestado ao PT e que não sabia da existência de organização criminosa para viabilizar o pagamento. O réu também alega que não houve crime de evasão de divisas porque as transferências seguiram as normas permitidas pelo Banco Central à época.

De acordo com o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, além da compra de apoio político no Congresso Nacional, os núcleos político e operacional do esquema também buscavam o financiamento do projeto político do Partido dos Trabalhadores. “Para cumprir esse objetivo, Delúbio Soares [ex-tesoureiro do PT] determinou a Marcos Valério que procedesse ao pagamento da dívida no valor de R$ 11,2 milhões, contraída durante a campanha presidencial de 2002, com Duda Mendonça e Zilmar Fernandes, sócios da empresa CEP – Comunicação e Estratégia Política Ltda”, explicou Gurgel.

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