LUÍS AUGUSTO GOMES
Depois de não ter aceitado ser o vice de ACM Neto (DEM) na chapa à Prefeitura de Salvador, com possibilidade de assumir o cargo em 2014 ou ser forte candidato ao Senado, o deputado Antonio Imbassahy (PSDB) não pode continuar fazendo da reticência a marca de seus movimentos.
Já não caberia na cabeça de ninguém a “indecisão” entre as candidaturas de Mário Kertész (PMDB) e do próprio Neto, porque em política o cidadão pode mudar de posição, mas não com a constância que faria supor a eventual “volta” do apoio ao candidato do DEM – negado em primeira instância, daí as aspas.
De qualquer forma, se este vier a ser o caminho, melhor seria para a credibilidade de Imbassahy tomá-lo rapidamente e demonstrar sua sinceridade na campanha. Na outra direção, caber-lhe-ia dizer logo que vai com Kertész, expondo razões lógicas, não a permanência da mágoa pela derrota num processo político.
A ressalva a se fazer nesta última hipótese é que ela inviabilizaria a convivência pacífica do deputado entre os tucanos, justamente quando ele reafirma sua intenção de permanecer no partido – inclusive por ser sabedor da questão de fidelidade que uma desfiliação imotivada suscitaria. (Por Escrito)
































