Na tentativa de se reposicionar no mercado interno, a transformadora de cobre Paranapanema concluiu nesta semana um investimento de R$ 300 milhões, focado na modernização e expansão da capacidade de produção de sua unidade Caraíba, na Bahia. A fábrica – que produz cobre primário, incluindo catodos, vergalhões e fios trefilados – ficou 70 dias parada e volta agora a operar.
“A modernização gera mais produtividade, melhora a margem. Com esse investimento, que destaca a companhia do ponto de vista da tecnologia, acreditamos no ganho de market share [participação de mercado]”, afirmou ao Valor, o vice-presidente da Paranapanema, Edson Monteiro.
Em plena operação, a capacidade da unidade sairá de 220 mil toneladas para 280 mil toneladas por ano de cobre. A empresa aproveitou uma parada regular, que já estava programada para o dia 21 de maio e geralmente dura 30 dias, para promover as renovações tecnológicas na produção. A principal mudança foi a melhoria na performance da fundição (processo de transformação do minério em metal) da unidade. Todo o projeto envolveu o trabalho de 2.600 funcionários de empreiteiras.
Para a longa parada, a companhia elaborou um plano de contingência, que evitou o desabastecimento do mercado. A demanda foi atendida com a importação de catodos de cobre do Chile e com a gestão do próprio estoque da empresa. Foi contratada a importação de 40 mil toneladas de catodos. “Tivemos que administrar isso em função da extensão da parada”, explicou Monteiro. Segundo ele, em 15 dias será normalizado o abastecimento do mercado.
Grande parte da produção da Caraíba vai para o mercado externo. No ano passado, das 187,5 mil toneladas de cobre refinado vendidas pela empresa, 45% foram destinados às exportações, principalmente para os EUA e a Argentina. (Valor EconÔmico)
































