
De um lado, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado (APLB) não abre mão da reivindicação de 22% de aumento da remuneração bruta a todos os docentes da ativa e aposentados e continua bombardeando o governador Jaques Wagner (PT) pela falta de diálogo e pela “truculência”, marcada pelo não pagamento de salários dos grevistas. O secretário estadual da Educação, Osvaldo Barreto, por sua vez, sustenta que a greve foi declarada ilegal pela Justiça e que desde o início diz que é uma demanda “inexequível”.
O governo acredita que a tendência é de breve volta à normalidade. De acordo com balanço da Secretaria Estadual da Educação, das 1.411 escolas estaduais da rede, 1.244 funcionam regularmente – dessas, as 150 unidades com até cinco grevistas receberam autorização para contratar professores temporários. Os 167 colégios restantes se concentram na capital Salvador e em Feira de Santana, as duas maiores cidades do Estado. Já o presidente da APLB, Rui Oliveira, avalia que a categoria vai, em mais uma assembleia, marcada para hoje, dar continuidade ao movimento.
“É uma greve de resistência. Defendemos o aumento constitucional da lei do piso [22%], o governo propôs dois reajustes de 7%, um para novembro e outro para abril do ano que vem. Não aceitamos e o governo até hoje não sentou para dialogar. Com dois dias de greve, a Justiça decretou ilegalidade e com 11 dias de greve o governo cortou o salário de todos os grevistas. Nunca vi algo assim, ainda mais num governo eleito com nosso apoio, com o apoio dos trabalhadores”, afirma Oliveira, destacando ainda que denunciou a ação do Estado ao Ministério Público do Trabalho, que passou a intermediar cada passo do governo e dos grevistas nas últimas semanas.
Barreto desconversa quando o assunto é a postura do governo em relação aos grevistas. Argumenta que o governo estadual reuniu a categoria em 2008 para aprovar um plano de carreira e aumentou o salário de 12 mil professores que recebiam abaixo do piso salarial, hoje fixado em R$ 1.451.
“Hoje, todos os 31,5 mil professores recebem acima do piso, por isso não vamos acatar, não há nenhuma possibilidade. O governo não tem condições, vamos estourar a Lei de Responsabilidade Fiscal”, diz o secretário.
Barreto explicou que a reivindicação do sindicato tem impacto de R$ 412 milhões, enquanto a proposta do governo incrementaria em R$ 200 milhões a despesa do governo com pessoal, metade neste ano e a outra metade no ano que vem. Dados da Secretaria Estadual da Fazenda da Bahia mostram que se o Estado decidisse bancar a reivindicação dos grevistas chegaria perto, mas não ultrapassaria o limite máximo da LRF de relação despesa com pessoal/receita corrente líquida, de 48,6%.
Nos últimos 12 meses encerrados em abril, foram gastos R$ 9,080 bilhões com servidores, o que deixa o Estado abaixo do limite prudencial, de 46,1%. O impacto dos R$ 100 milhões da proposta governamental ainda deixaria o Estado na casa de 45% do indicador fiscal.
A grande questão, explica o professor de pós-graduação da Faculdade de Educação da Universidade Estadual da Bahia (Uneb), Eliseu Clementino, é que o governo baiano considera piso o vencimento bruto do professor, enquanto na visão dos professores o piso salarial deve ser contabilizado apenas pela remuneração básica. “Tem professor com vários tipos de gratificação, que aumentam muito o salário. Se pegar o contracheque de alguns professores antigos, a remuneração básica é menor que um salário mínimo. É isso que vai valer na hora da aposentadoria.”
Segundo Clementino, esse problema se repete em outros Estados e municípios e pode se transformar em uma bomba-relógio, tanto do lado fiscal como do lado político. “Muitas greves ainda vão ocorrer por causa da interpretação desse ponto da lei, que claramente considera piso só o vencimento básico”, diz. (Valor Econômico)

































Acredito que esta greve está tornando-se absurda. De um lado, temos um governo que não se importa com os alunos, caso contrario, já teria selecionado até mesmo outros professores. De outro lado, temos professores que não querem mais aderir a greve, mas que estão pressionados por outros. De um outro, alunos que choram, vão nos órgãos ( caso esses, aqui em Alagoinhas ), fazem desfile na frente do sindicato, sem nenhum resultado. De um outro lado, grevistas políticos, que perderam seus ideais e amor pelos alunos. Esqueceram da velha matéria de estudos sociais e ética, que dizia que os meus direritos terminam, onde os direitos do próximo começa. Sinto falta de professores que me inspiravam…
Deus é contra todo tipo de rebelião. O próprio Deus nos manda respeitar as autoridades, a não ser que vá contra a Sua Palavra.´Decerto que este governo não ganhará meu voto, pois não ama a educação. Também é certo que estes professores da resistência precisam voltar às suas raízes, as quais foram perdidas e preenchidas pelo materialismo. A educação está acabando de falir definitivamente. Sinto pena dos milhões de alunos que são prejudicados por interesses individualistas. Faço um apelo aos professores: Devolvam-nos o prazer de cantar “”AO MESTRE COM CARINHO””.
Minha cara Maria, Jesus era um judeu revolucionário, contra os romanos e contra as arbitrariedades dos escribas e fariseus. Ele fez uma rebelião e por isso foi condenado. Se Jesus, o Filho de Deus, deu o exemplo de luta pela rebelião, muito embora sem derramamento de sangue, como poderia Deus ser contra todo tipo de rebelião?!!!
A Bahia é o exemplo para o Brasil nas lutas pela independência. E nós, o povo sofrido de hoje, vamos libertar a Bahia desses tiranos que assaltaram o poder onde só ele levam a melhor.
Mano, os alunos daqui vão perder de ano por causa de Wagner? PQP…
Professores mercenarios esse Rui Oliveira mesmo não esta ligando pra nada ja que o filho dele estuda no Sartre COC né e esses professores ai grevistas devem ter tudo seus filhos em colegios particulares e não estão ligando pra gente ja nao ensinam nada mesmo na sala essa greve é só pra passar o tempo tomare que o governador deixem voces seus grevistas sem salarios até o ano que vem . principalmente esse rui oliveira
os professores estão passando dos limites, afinal a greve perdeu força, pois a maioria dos professores já voltaram ao trabalho, só quem está na briga são os professores da capital. Vale a pena brigar por todos, sendo que a maioria não está nem aí?
os alunos é que estão prejudicados, pois o ano letivo, já está perdido, e quem vai pagar pelo prejuízo são os alunos.
deixem de ser autoritários e voltem ao trabalho.
01/08/2012 Publicação, DJE DJE nº 150, divulgado em 31/07/2012 Despacho
A GREVE DOS PROFESSORES FOI CONSIDERADA LEGAL PELO STF!
01/08/2012
Supremo Tribunal Federal
EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 13.807 BAHIA
RELATOR :MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
EMBTE.(S) :ESTADO DA BAHIA
PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
PROC.(A/S)(ES) :BRUNO ESPINEIRA LEMOS
EMBDO.(A/S) :APLB – SINDICATO DOS TRABALHADORES EM
EDUCAÇÃO DO ESTADO DA BAHIA
ADV.(A/S) :DERALDO BRANDÃO FILHO
Ao julgar procedente em parte esta reclamação, em 28/6/2012, pelo
manifesto desrespeito da decisão impugnada às regras de competência
definidas pelo Plenário desta Corte no julgamento conjunto dos
Mandados de Injunção 670/ES, 708/DF e 712/PA
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A GREVE É LEGAL !!!
ATENÇÃO COLEGAS O STF IMPUGNOU A LIMINAR DO STJ/BA. O MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI ENTENDEU QUE A DECISÃO STJ/BA ESTÁ EM CONFRONTO COM OS ACORDÃOS PROLATDOS PELO STF.NESTE SENTIDO DETERMINOU QUE AUTOS RETORNEM A CORTE BAIANA PARA QUE SEJAM JULGADOS A LUZ DAS DECISÕES SUPERIORES, OU SEJA, O PRÓPRIO STF.
O que falta aos cidadãos é leitura e interpretação. Como podemos nos considerar ilegais se pedimos cumprimento de lei. A mídia apresenta o que o governo manda e o povo quer ouvir. A greve se arrasta este tempo todo por falta de respeito ao professor por um governo que não sabe negociar.