REDAÇÃO DO JORNAL DA MÍDIA
Salvador – Carta aberta dos professores baianos circula nas redes sociais com comparações sobre o que o governo anuncia na imprensa e na propaganda oficial e o que a categoria reivindica na mesa de negociação. O documento insinua que o governo Wagner manipula a mídia e divulga mentiras para enganar a opinião pública.
O uso das redes sociais para a divulgação do documento é uma estratégia da categoria para levar à opinião pública as posições que defendem. Em greve há mais de 100 dias, os professores da rede estadual acusam a mídia baiana de parcialidade na cobertura da greve e de publicar apenas o que é do interesse do governo do Estado.
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Na carta aberta, eles acusam o governo baiano de sancionar lei “que retira dos professores de Nível Médio, Licenciatura Curta e Não-Licenciados, ativos e aposentados, vantagens históricas, desde a época da ditadura militar, conseguidas a custa de muita luta”.
O texto insinua que o governo faz malabarismo com os números para provar que paga acima do piso nacional da categoria, e explica que na verdade o que ocorre é o contrário. “O governo está dizendo que paga acima do piso nacional, mas na realidade os professores não tiveram nenhum reajuste e ainda perderam vantagens e dinheiro, acabando a carreira e penalizando os professores que têm licenciatura plena, especialização, mestrado e doutorado”, revela o documento.
Os professores acusam o governo de não abrir as contas do Fundeb e de esconder como está sendo gasto os recursos do fundo. “Se o governo provasse que não tem como cumprir o Acordo, e se quisesse garantir os estudantes em sala de aula, já teria solicitado do MEC recursos para auxiliar no pagamento do que é de direito dos professores”, asseguram.
Leia abaixo o texto da carta aberta dos professores grevistas:
O Governador da Bahia, Jaques Wagner, informa na imprensa que paga o piso nacional aos professores, mas não revela que descumpre a legislação ao sancionar uma lei que retira dos professores de Nível Médio, Licenciatura Curta e Não-Licenciados, ativos e aposentados, vantagens históricas, desde a época da ditadura militar, conseguidas a custa de muita luta como: regência de classe, adicional por tempo de serviço, avanço horizontal, incentivo à qualificação, aperfeiçoamento profissional e atividade complementar (AC); não cumpre o Acordo assinado com a categoria e não negocia.
Ao invés de aplicar sobre o salário base do professor, com jornada de 40 horas, que era de R$ 1.187,98, o percentual de 22,22%, que resultaria no piso salarial de 2012 em R$ 1.451,00, o governo fez outra opção, transformou a remuneração em subsídios. Considerando a situação de uma professora primária, com 25 anos de serviço e jornada de 40h, vejam como fez o governo Wagner:
* Salário Base de Dezembro de 2011 – R$ 1.187,98; + Vantagens de: 31% de regência de classe (R$368,27); 27% de AC (R$ 320,75), 25% de avanço (R$ 296,99); 25% de adicional (R$ 296,99); 10% de incentivo à qualificação (R$ 118,79). Ele juntou o salário base R$ 1.187,98 + R$ 1.401,79 (de vantagens) = R$ 2.589,77, tirou as vantagens da remuneração desses professores e transformou em subsídio, a menor, ficando assim: R$ 1.659,70 subsídio, retroativo a janeiro de 2012 e o restante, R$ 930,07, em vantagem nominal identificada.
Com esse valor, o governo esta dizendo que paga acima do piso nacional, mas na realidade os professores não tiveram nenhum reajuste e ainda perderam vantagens e dinheiro, acabando a carreira e penalizando os professores que têm licenciatura plena, especialização, mestrado e doutorado.
Se o governo Wagner cumprisse a Lei do Piso e o Acordo que assinou, seria assim:
* Salário Base de Dezembro de 2011 (professor primário) – R$ 1.187,98 + 22,22% (percentual de correção do piso para 2012) = R$ 1.451,00 mais as vantagens de: 31% de regência de classe (R$ 449,81); 27% de AC (R$ 391,77), 25% de avanço (R$ 362,75); 25% de adicional (R$ 362,75); 10% de incentivo à qualificação (R$ 145,10), totalizando R$ 1.712,18. Somando o Salário Base R$ 1.451,00 + Vantagens R$ 1.712,18 = Remuneração R$ 3.163,18.
O governo diz que não tem dinheiro para cumprir o Aordo, mas não abre as contas do Fudeb para provar e nem diz como está sendo gasto os recursos do fundo. Então, se o governo provasse que não tem como cumprir o Acordo, e se quisesse garantir os estudantes em sala de aula, já teria solicitado do MEC recursos para auxiliar no pagamento do que é de direito dos professores.
Porém, o governo preferiu ficar na ilegalidade, não negociar com a categoria, descontar os salários dos professores grevistas dos meses de abril e maio, divulgar na imprensa inverdades e deixar os estudantes da Bahia sem aulas.































Como assim insinuam? Desde a conta maluca 6,5+7+7=22 e 26 qualquer pessoa sensata chega a essa conclusão. É lamentável que na Bahia não haja uma imprensa investigativa, se tivesse, todos os dados do governo apareceriam no Fantástico, nos jornais principais etc. Peguem os contracheques dos professores de magistério, antes e depois da greve e vocês verão. E mais: estampem esses contracheques em suas capas… Peguem o texto da Lei do Piso e o processo do Supremo Tribunal Federal que julgou a constitucionalidade do mesmo e veja, preto no branco, que PISO é salário base e não vencimento, vejam também que nenhuma vantagem como tempo de serviço, cursos e outros podem entrar no computo do piso. Pesquisem e façam a distinção entre salário base e vencimento…Ah, se houvesse uma imprensa investigativa a greve poderia ter acabado há muito tempo.
Ah! se ACM ainda estivesse aquí, esta droga já tinha acabado!