AGÊNCIA ANSA
Havana – Dezenas de opositores ao regime cubano foram presos e agredidos durante o cortejo fúnebre que seguia em direção ao cemitério onde o corpo do dissidente cubano Oswaldo Payá foi enterrado na manhã desta terça-feira, segundo informou a imprensa local.
Payá e Harold Cepero Escalante morreram no último domingo em um acidente de trânsito, que deixou outros dois feridos, um espanhol e um sueco.
O portal Cubanet, que se autoclassifica como imprensa independente de Cuba, informou que entre os detidos estariam Guillermo Fariñas, Félix Navarro, Carlos Olivera, Antonio Rodiles, Odelin Alfonso e Francisco Rangel.
Ainda segundo a publicação, os opositores teriam sido presos e agredidos pela polícia que estaria tentando impedir que eles caminhassem três quilômetros até o Cemitério de Colon.
Familiares e dissidentes acusam o governo de envolvimento na morte do ativista. Uma das filhas de Payá, Rosa Maria, declarou que “buscaremos justiça, não vingança, temos sede de verdade”.
De acordo um porta-voz do Partido Popular (PP), o espanhol que dirigia o veículo no momento da colisão, Ángel Carromero, está sob tutela de Havana.
Em comunicado, o porta-voz da Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional, Elizardo Sánchez, explicou que o acidente só será esclarecido quando os dois sobreviventes, o espanhol e um sueco, voltarem a seus países de origem.
“Enquanto as testemunhas continuarem em Cuba, suas declarações estarão sujeitas às inevitáveis e conhecidas condições que costuma impor o regime totalitário”, afirmou Sánchez.




























