LUÍS AUGUSTO GOMES
“É difícil governar Salvador hoje sem o apoio do governo do Estado e do governo federal”, disse à Tribuna da Bahia o candidato do PT a prefeito de Salvador, Nelson Pelegrino, sugerindo ainda que “é mais fácil conseguir o apoio de um pai a um filho que a um estranho”.
Somente o desespero de um gato escaldado umas quatro vezes poderia levar o deputado Pelegrino a usar, sem a menor vergonha, esse argumento, que vem se tornando um dos conceitos básicos de sua campanha. O candidato se considera “filho” do governador Wagner e, por extensão, “neto” da presidente Dilma.
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Melhor seria que, como deputado federal cuja obra parlamentar, aliás, é pouco conhecida, Nelson Pelegrino apresentasse uma emenda à Constituição delegando ao governador a escolha do prefeito e, quem sabe, a do governador ao presidente da República.
Declarações como essa são um agravo ao princípio número um da Constituição, segundo o qual “todo o poder emana do povo e em seu nome será exercido”. O voto do eleitor é sagrado em qualquer instância. Se um governante não respeita o outro como expressão da vontade popular, então não foi digno da própria eleição.
Paternidade irresponsável – E o prefeito João Henrique, que passou a maior parte dos seus oito anos no sufoco, é filho de quem? (Por Escrito)
































