Guilherme Jeronymo
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro – A mobilização dos servidores federais no estado do Rio de Janeiro, que varia da paralisação completa de atividades à interrupção de alguns serviços, tem aumentado nas últimas duas semanas com adesão de setores ligados às pastas da Cultura e da Fazenda. Representações dos trabalhadores prometem uma mobilização mais forte neste mês de julho, quando deve ser alterada a remuneração e a estrutura de diversas carreiras.
As categorias em greve ainda podem ganhar novas adesões. Desde hoje (02), por exemplo, o sindicato que representa os funcionários das agências reguladoras federais também decretou estado de greve, condição necessária para a paralisação de atividades.
As mobilizações ocorrem desde o final de maio, tendo maior participação das universidades federais. Segundo Vicente Oliveira do Carmo, sindicalista ligado ao Ministério da Cultura, “nós estamos na verdade construindo a greve com cada setor, por tempo indeterminado”.
Nos próximos dias, deve ser votada a Medida Provisória (MP) 568/2012, que reajusta salário dos servidores federais. Por causa de um erro que provocou redução de salários de médicos e profissionais da saúde, o governo prometeu correção no texto original. A MP é o item único para discussão na pauta da Câmara dos Deputados para esta semana. As categorias administrativas pedem reposição em torno de 22% de perdas salariais.
O principal sindicato da categoria no estado, o Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal no Estado do Rio de Janeiro (Sintrasef), informou que 13 órgãos federais têm servidores participando das mobilizações. A entidade informou, por meio de sua assessoria, contar com uma base de cerca de cem mil servidores, entre ativos e inativos.
Segundo os sindicalistas, houve paralisação das atividades em órgãos como o Ministério da Agricultura, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e de servidores administrativos da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), além de setores do Ministério da Saúde e do Ministério da Fazenda.
Há mobilização ainda no Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DataSUS), que decretou estado de greve, no Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), com graus variados de adesão e suspensão de atividades.






























