Marcos Chagas
Repórter da Agência Brasil
Brasília – A suspensão temporária do Paraguai nas reuniões e deliberações do Mercosul foi uma “medida didática”. Para o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), a decisão dos chefes de Governo dos países integrantes do Mercado Comum do Sul serve de desestímulo para que outros países sigam o exemplo paraguaio e adotem medidas antidemocráticas.
Anunciada na noite de ontem (24) pelo governo argentino, que ocupa a presidência temporária do Mercosul, a medida serve como protesto por parte do Brasil, da Argentina e do Uruguai, que compõem o bloco, e também dos países parceiros – o Equador, a Bolívia, Venezuela, o Chile, a Colômbia e o Peru.
Sarney destacou que a cassação do ex-presidente Lugo pelo Congresso do Paraguai, quase em rito sumário, foi uma ação política que ainda ocorre “em outros países”. Ele acrescentou que o Mercosul e a União das Nações Sul-Americanas (Unasul) devem estar atentos a essas outras circunstâncias.
Pelo menos neste momento, o presidente do Senado não vê condições políticas para que Lugo retome o exercício da Presidência da República. Para Sarney, ao ser cassado pelo Congresso e aceitar rapidamente o impeachment, Fernando Lugo considerou que perdeu as condições políticas de permanecer na Presidência do país.



























