Renata Giraldi e Carolina Gonçalves
Enviadas Especiais da Agência Brasil
Rio de Janeiro – Em nome de cerca de 1.000 organizações não governamentais (ONG), o representante da Rede de Ação Climática, Waek Hamidan, pediu hoje (20) para que a referência de apoio atribuída às entidades civis organizadas seja retirada do texto final da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, Rio+20. O apelo, em tom de cobrança, ocorreu na primeira sessão plenária da conferência, no final desta manhã.
Hamidan discursou por menos de cinco minutos, ressaltando o apoio das organizações, mas houve tempo suficiente para enviar sua mensagem aos cerca de 100 chefes de Estado e Governo presentes na Rio+20. As organizações protestam contra o conteúdo do texto, alegando que ele não atende às demandas básicas envolvendo questões sociais e ambientais, apresentadas pelas ONGs que participaram das negociações como observadoras.
No seu breve discurso, Hamidan reclamou da exclusão de quatro aspectos no documento final da conferência. Segundo ele, não há menção ao direito reprodutivo das mulheres, limitações sobre o uso e a produção de energia nuclear, regulação detalhada das águas oceânicas, além de metas e prazos.
Para Hamidan, seria essencial mencionar as preocupações sobre a questão nuclear principalmente depois dos vazamentos e explosões na Usina Nuclear de Fukushima Daiichi, no Nordeste do Japão, em março de 2011. Em decorrência dos acidentes nucleares no Japão, o mundo passou a prestar mais atenção ao assunto e houve um alerta, como admitiram várias autoridades.
O documento final da Rio+20 foi intensamente negociado nos últimos dias da conferência. Mas, segundo negociadores, as propostas encaminhadas pelas ONGs serão consideradas ainda pelos chefes de Estado e Governo. Do total de dez painéis, serão enviadas 30 recomendações para os líderes para futura apreciação.
































