Elaine Patricia Cruz
Agência Brasil
São Paulo – Policiais civis de São Paulo fizeram hoje (14) uma operação de busca e apreensão nos escritórios do ex-diretor do Departamento de Aprovação de Edificações (Aprov) Hussain Aref Saab, acusado de receber propina para liberar imóveis em situação irregular na capital paulista. Os promotores não revelaram o que foi apreendido, informaram apenas que recolheram um cofre na casa de Aref Saab.
Além dos policiais do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), participaram da operação promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Patrimônio Público e Social e do Grupo de Atuação Especial de Repressão à Formação de Cartel e à Lavagem de Dinheiro e de Recuperação de Ativos (Gedec).
Em entrevista coletiva, o promotor Silvio Marques, do Patrimônio Público e Social, disse que várias testemunhas já foram ouvidas no decorrer das investigações. Pelo menos seis confirmaram que Aref cobrava propina para liberar alvarás e obras irregulares. “Temos, em mãos, inúmeros documentos a respeito desses fatos. As testemunhas não só relataram os fatos, como trouxeram documentos a respeito desses pagamentos. Não se trata de uma acusação baseada somente em palavras”, disse o promotor.
Segundo o promotor, “eram feitas exigências que nem estavam previstas em lei para que, depois, fosse feita a liberação mediante pagamento de propina”, E citou que uma funcionária “que trabalha há 34 anos na prefeitura municipal de São Paulo revelou que, de cada 30 pessoas que apareciam na Secretaria Municipal de Habitação para obter informações para a liberação de imóveis, três reclamavam que o senhor Aref exigia o pagamento de propina para liberar [o imóvel]”.
O promotor disse que ainda não é possível estimar o montante arrecadado pelo servidor com a cobrança de propinas.

































