O Conselho de Ética adiou a decisão sobre a abertura de processo contra o deputado Protógenes Queiroz (PC do B-SP). O parlamentar foi flagrado em interceptações telefônicas da Polícia Federal em convresas com Idalberto Matias Araújo, o Dadá, um dos integrantes do esquema do contraventor Carlinhos Cachoeira.
Apesar de o relatório do deputado Amauri Teixeira (PT-BA) ser pela abertura de processo, o líder do partido, Jilmar Tatto (SP), compareceu à reunião para dizer que o PT é favorável ao arquivamento do processo. A votação não aconteceu porque o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) pediu vistas.
A reunião foi marcada pela mobilização da base aliada em favor de Protógenes. Sibá Machado (PT-AC) tentou protocolar um voto em separado pedindo a absolvição, mas o regimento do Conselho impede este instrumento.
Tatto, que não é integrante do Conselho, pediu a palavra para dizer que a posição de Machado é a do PT e não a de Teixeira, que desejava a investigação. Antes da sessão, Protógenes já tinha procurado colegas de diversos partidos entregando uma manifestação de duas páginas em que argumentava não haver motivo para enfrentar um processo.
O relatório de Teixeira pedia a abertura da investigação por haver indícios de quebra de decoro parlamentar. “Um parlamentar não pode agir como tudo indica tenha agido o deputado Protógenes Queiroz, mantendo relacionamento próximo com um notório contraventor e, pior, o auxiliando diante das investigações levadas a cabo pela Polícia Federal”. (Eduardo Bresciani, Estadão.com.br)




























