Salvador – Os médicos da rede federal na Bahia não aderiram à paralisação sugerida pela Federação Nacional dos Médicos (Fenam). Unidades como o Hospital Universitário Professor Edgard Santos (HUPES) e a Maternidade Climério de Oliveira estão funcionando normalmente.
A mobilização da categoria em todo o país foi desencandeada em protesto contra a Medida Provisória (MP) 568/12, que altera aa jornada de trabalho dos profissionais aumentando a carga horária de 20h para 40h.
Segundo o Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindimed-BA), a assembléia dos médicos federais, realizada no dia 12 de junho fez uma avaliação detalhada da MP 568, suas consequências e prejuízos para a categoria, bem como apresentou os informes das mobilizações em âmbito local e nacional. “A decisão foi de continuar a mobilização, discutindo o indicativo de greve para o dia 28 de junho. Ficou também marcada uma nova assembleia para o dia 26, quando a greve por tempo indeterminado entrará em pauta”.
A assembleia também decidiu que os médicos encaminhem ao Sindimed uma cópia de seus contracheques tão logo percebam o impacto da MP na remuneração, para que a Defensoria Jurídica possa ingressar com uma Ação Civil Pública contestando a medida e seus efeitos.
Também foi aprovada na assembleia uma moção contrária à implantação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), assinada pelas três entidades médicas – Sindimed, Cremeb e ABM -, que deverá ser entregue à reitora Dora Leal Rosa e ao Conselho Universitário da Ufba.
O objetivo da categoria é, por meio da paralisação nacional, pressionar o parlamento e abrir caminho para a primeira greve geral de médicos servidores federais no país.





























