
O Cruzeiro começou bem a partida, com uma forte marcação no meio-de-campo, dificultando a criação das jogadas ofensivas do adversário. Em velocidade, o Botafogo, aos poucos, passou a rondar a área da Raposa. Aos 7 minutos, Vitor Júnior recebeu passe pela direita e chutou forte. A bola saiu, com perigo, à esquerda do gol de Fábio. Na sequência, Herrera tabelou com Vitor Júnior, recebeu dentro da área e chutou colocado. Fábio fez ótima defesa.
A equipe cinco estrelas se refez do susto, equilibrou as ações, mas foi prejudicada pela arbitragem, em um lance em que o atacante Wellington Paulista foi derrubado dentro da área. O árbitro Fabrício Neves Correa nada marcou.
Aos 20 minutos, Vitor Júnior cobrou escanteio pela direita e Amaral, de cabeça, marcou contra, colocando o Botafogo à frente no placar. Pouco tempo depois, em contra-ataque, Lucas deixou Herrera na cara do gol e o atacante finalizou mal, para fora.
O time mineiro tinha dificuldades para penetrar na área da equipe da casa e tentou marcar de longe, como fez Wellington Paulista, que chutou e a bola parou nas mãos de Milton Raphael. Montillo também tentou, em um chute cruzado, em direção a Tinga, que chegou um pouco atrasado e a zaga tirou para escanteio.
Com um futebol rápido, o Botafogo continuou dando trabalho ao goleiro Fábio, que, ainda no primeiro tempo, segurou firme um chute de Lucas e viu uma finalização de Jadson passar à esquerdo do gol.
Virada sensacional
O Cruzeiro voltou para o segundo tempo com a entrada do atacante estreante Fabinho no lugar de Souza. E, logo aos 4 minutos, Fabinho acertou um belo chute e Milton Raphael defendeu com dificuldades. Charles também tentou, de fora da área, e o goleiro botafoguense segurou mais uma vez.
O time mineiro cresceu de produção e passou a pressionar o adversário, que se segurava atrás como podia. Montillo fez boa jogada pela direita e cruzou para Fabinho, mas o atacante cabeceou mal, devagar, facilitando o trabalho de Milton Raphael.
Charles, mais avançado, experimentou mais um chute de longe, que bateu na zaga e saiu. O mesmo aconteceu em relação a Marcelo Oliveira, que aproveitou rebote da zaga e chutou forte, em cima da defesa do Botafogo.
Só dava Cruzeiro, que continuava criando e desperdiçando chances de gol, como fez Tinga, após passe de Charles, em um chute forte, à esquerda do gol do Botafogo. Mas, aos 23, em contra-ataque, Herrera recebeu passe de Vitor Júnior e chutou na saída de Fábio, que nada pode fazer n o lance. Botafogo 2 a 0.
A Raposa não se abateu e manteve o domínio das ações, sufocando o adversário e, por muito pouco, não marcou. Marcelo Oliveira cruzou pela esquerda e Fabinho chutou forte, na trave. Aos 25, Celso Roth fez as outras duas alterações na equipe, colocando Everton e Anselmo Ramon nos lugares de Tinga e Marcelo Oliveira.
A sensacional reação da Raposa começou aos 28 minutos, após escanteio cobrado por Montillo, que Anselmo Ramon finalmente marcou, desviando, de cabeça, chute do zagueiro Mateus, recolocando o Cruzeiro de novo no jogo.
Dois minutos depois, Everton empatou, também de cabeça, após cruzamento de Anselmo Ramon. 2 a 2. A reação deu sequência rapidamente em um lance em que Montillo recebeu passe preciso de Anselmo Ramon e foi derrubado dentro da área pelo goleiro Milton Raphael. Wellington Paulista, aos 34, cobrou o pênalti com categoria e marcou o terceiro da Raposa. Cruzeiro bonito na frente, 3 a a, de virada.
O Cruzeiro manteve o bom futebol, nem sequer sofreu mais riscos na partida e conquistou uma importante vitória, a primeira em sua história no estádio Engenhão.





























