Os bandidos que sequestraram uma gerente do Banco do Brasil e a família dela no fim da noite de segunda-feira, tinham o objetivo de cometer o “crime do sapatinho”. A polícia ainda apura o caso, mas as investigações devem caminhar por essa linha. Essa modalidade criminosa se caracteriza quando os assaltantes fazem um funcionário de agência refém, para obrigá-lo se dirigir até o banco e liberar dinheiro. No caso em que os bandidos mantiveram reféns presos por mais de 12 horas no Bairro Fernão Dias, Região Nordeste de Belo Horizonte, o crime acabou frustrado.
Em entrevista coletiva na manhã desta terça-feira, o comando do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), do 16º Batalhão da Polícia Militar (PM) e os chefes do Departamento de Operações Especiais (Deoesp) e Departamento de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri), explicaram que os bandidos foram vistos por militares em patrulhamento, por isso o crime deu errado.
O sequestro teve início por volta das 18h de segunda-feira. Conforme relato de uma vizinha à PM, a família foi abordada na porta do prédio por dois homens e uma mulher, todos vestindo coletes com os escritos “Polícia Civil”. A vizinha achou a movimentação suspeita e ligou para o 190.
Uma equipe da PM que fazia patrulhamento na área se deslocou para a Rua Democrata, 540, para checar a denúncia. Eles flagraram a ação dos suspeitos na garagem do prédio, o que desmontou toda a estratégia dos bandidos. Quando se viram encurralados, os assaltantes subiram para o apartamento, localizado no terceiro andar do prédio de cinco pavimentos. Outros dois criminosos já estavam no apartamento com parte da família. (Uai)
































