Depois de uma longa negociação com o PT de Fernando Haddad, o PR de São Paulo decidiu atender aos apelos de sua Executiva Nacional e fechou aliança com o PSDB de José Serra para as eleições municipais deste ano. A negociação, que será anunciada na tarde desta segunda-feira (4) em São Paulo, é parte das retaliações do PR ao PT, de quem era aliado até que a presidente Dilma Rousseff varreu do Ministério dos Transportes seu presidente nacional, Alfredo Nascimento, suspeito de cobrar propina de empresas envolvidas na reforma de estradas federais.
O anúncio do acordo, às 15h na sede municipal do PR, contará com a presença do próprio Nascimento, que nas negociações contou com a ajuda crucial do réu do mensalão e ex-presidente da legenda, Valdemar Costa Neto.
Foi ele quem almoçou com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, na semana passada — poucos dias antes de o PR recusar formalmente a vaga de vice na chapa encabeçada por Haddad.
O acordo também marca a reaproximação de Valdemar com o PSDB. O “mensaleiro” ficou magoado com os tucanos desde que, no ano passado, o deputado Fernando Francischini (PSDB-PR) pediu a abertura de um processo contra Valdemar por quebra de decoro parlamentar. Ele era suspeito de cobrar propina de empresas no mesmo caso que custou o ministério a Alfredo Nascimento. Na ocasião, o Conselho de Ética arquivou o pedido por 16 votos a dois.
Crise no PT – O PR já é a quinta sigla a fechar com Serra. Ao PSDB também estão coligados DEM, PSD, PP e PV, o que lhe dá 8 minutos e 14 segundos de tempo de televisão no horário eleitoral gratuito, de acordo com o TRE (Tribunal Regional Eleitoral).
Ainda sem nenhuma aliança, o programa de Haddad patina nos 4,5 minutos. A última esperança dos petistas é fechar com PSB e PCdoB, que até agora optaram por candidaturas próprias. Se os petistas conseguirem convencer as legendas, seu tempo no horário eleitoral pode saltar para seis minutos e três segundos.
Sem fechar alianças e com apenas 3% das intenções de voto (segundo a última pesquisa Ibope), Haddad conta até agora com um único trunfo: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que chegou a fazer campanha eleitoral antecipada na semana passada, quando carregou Haddad para falar sobre a cidade de São Paulo no programa do Ratinho. (R7)
































