LUÍS AUGUSTO GOMES
Espera-se para os próximos dias uma adesão partidária à candidatura do deputado ACM Neto à Prefeitura de Salvador. Fonte ligada ao DEM diz que no comando da campanha de Neto o entendimento é de que a aliança oferece atrativos importantes a quem dela participar, “um cardápio com três pratos que nenhum outro tem”.
O primeiro é a perspectiva de a coligação DEM-PSDB nas eleições proporcionais fazer cinco vereadores. Como são três os candidatos mais fortes das duas legendas – Cláudio Tinôco, Leonardo Prates e o vereador Paulo Câmara –, sobram duas cadeiras na Câmara Municipal, a serem preenchidas por novos parceiros.
A vaga de vice-prefeito na chapa é outro pitéu. “Não sendo Imbassahy”, diz a fonte, “há diversos pretendentes”, entre os quais cita “PSC, PDT e mesmo PR”. Seria, dizemos nós, uma proeza política, porque, a julgar pelo noticiário predominante, esses três partidos estão mais para o governo ou, no mínimo, candidatura própria.
O prato mais saboroso, mas também o mais incerto, é a possibilidade de “o vice ser o prefeito no futuro”, isto é, ACM Neto, caso eleito, deixar a Prefeitura em 2014 para disputar o governo do Estado – um objetivo (o governo) que ele impôs a sua carreira desde tenra idade.
Geddel ainda está nos planos de Neto – Nas hostes netistas, não está de todo abandonado o sonho de ter o apoio do PMDB ainda no primeiro turno. “O melhor caminho para Geddel seria Neto prefeito e ele, governador. A proposta que foi feita a ele desde o início está de pé, não está descartada”, enfatiza a fonte.
O medo de Geddel Vieira Lima é uma derrota de ACM Neto, levando-o candidatar-se a governador, embora isso viesse a ser uma quebra de acordo. Nesse caso, a “garantia” que o DEM daria ao PMDB seria a colocação do deputado Lúcio Vieira Lima como candidato a vice-prefeito. (Por Escrito)
































