O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, encaminhou na noite desta quarta-feira à CPI do Cachoeira as respostas por escrito às perguntas feitas a ele sobre a investigação. Segundo ele, foram “quatro ou cinco” questões, todas elas sobre um mesmo tema: o motivo de, em 2009, quando recebeu os autos da Operação Vegas, não ter denunciado autoridades com prerrogativa de foro citadas nos autos.
Aos parlamentares, ele repetiu a explicação de que a medida foi uma estratégia de investigação. No documento enviado à CPI, Gurgel diz que os fatos relacionados pela autoridade policial, apesar de graves – uma vez que indicavam uma relação no mínimo promíscua dos parlamentares com os então investigados, notadamente com Carlos Cachoeira –, não adentravam a seara penal, situando-se, ainda, no campo ético.
Mais cedo, o procurador havia dito que não havia nenhuma novidade (nas respostas).
– O que consta lá é o que eu tenho dito desde o início, no sentido de mostrar que, na verdade, o que houve foi a definição de uma estratégia de atuação que se revelou extremamente bem sucedida. (Carolina Brígido, O Globo)































