Os metroviários de São Paulo decidiram em assembleia, na tarde desta quarta-feira, pelo fim da greve na capital paulista. Os trabalhadores aceitaram a nova proposta do governo, em que o reajuste chega a 6,17%.
Segundo o sindicato, os trabalhos devem voltar ao normal ainda nesta quarta-feira. Os metroviários decidiram entrar em greve a partir da meia-noite de ontem.
Eles reivindicavam 5,13% de reajuste salarial, 14,99% de aumento real, vale-alimentação de R$ 280,45 e reajuste de 23,44% para o vale-refeição.
O acordo havia sido decidido em reunião entre sindicatos envolvidos na greve do Metrô e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e representantes do governo no TRT-SP (TRibunal Regional de Trabalho de São Paulo).
A CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) deve se reunir às 17h com os trabalhadores para tentar uma conciliação. Enquanto isso, as linhas 11-Coral e 12-Safira permanecem paralisadas.
Alckmin – A greve nas linhas do metrô e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) foi uma ação política, visando prejudicar o governo em ano eleitoral. A declaração é do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Em entrevista a José Luiz Datena e Agostinho Teixeira, na Rádio Bandeirantes, ele criticou a paralisação.
“Eu não tenho dúvida de que haja interesse eleitoreiro, além de disputas internas do sindicato”, afirmou Alckmin. “É uma greve que está prejudicando fortemente a população”.
Alckmin disse que o governo tentou negociar, mas os sindicalistas não aceitaram. “A faixa salarial do funcionário do metrô é superior ao que recebem os usuários. Se dermos o reajuste que eles pedem, teríamos de aumentar a tarifa”, afirma.
De quebra, o governo voltou a chamar os sindicalistas de “grupelho radical”. “O mais grave foi eles descumprirem totalmente a determinação de manter a operação em 100% no horário de pico”. (Band)


























