
Tem gente só esperando o governo retaliar o PCdoB para soltar foguetes comemorando, enfim, o fim do republicanismo na Bahia. Muitos fatores concorreriam para isso, a começar pela postura da bancada “comunista” na Assembleia.
Um parlamentar governista, mas não do partido, lembrou que, antes da abstenção na recente votação relativa aos professores, o PCdoB, em 2011, criou dificuldades à aprovação do projeto do Planserv, no qual incluiu “emendas negociadas com o movimento social”.
Mas a motivação principal mesmo seria de ordem administrativa. Wagner estaria insatisfeito com o desempenho de Ney Campello e Davidson Magalhães, respectivamente na Secopa e na Bahiagás, e disposto a resolver o problema de uma só tacada.
Circunstâncias afetam imagem do governador – O governador, no entanto, sabe que terá de ser cuidadoso no manuseio daquilo que é seu maior patrimônio – a vocação do diálogo e da negociação, fruto de um espírito pouco afeito aos gestos e atos de violência política.
Nesse aspecto, vale registrar, sua situação já não é muito boa. Professores grevistas que ocupam a Assembleia Legislativa, além de pendurá-lo num poste como uma espécie de Judas, têm se referido a ele nas reuniões, pelo alto-falante, como “ex-companheiro” e “ditador”.
Por sua vez, o deputado Targino Machado (PSC), no seu bombástico discurso de ontem, disse que hoje se vê “Wagner com Paulo Magalhães, Wagner dando o braço a César Borges, Wagner com Otto Alencar, Wagner com José Carlos Araújo, todos a fina flor do carlismo”. (Por Escrito)































