A CPI do Cachoeira encerrou, por volta de 14h20 desta quinta-feira (17), a sessão administrativa para análise de requerimentos sem decidir sobre a convocação dos governadores Marconi Perillo (Goiás), Agnelo Queiroz (Distrito Federal) e Sergio Cabral (Rio de Janeiro).
Os parlamentares aprovaram a convocação de mais de 50 pessoas citadas e ligadas ao esquema, a quebra de sigilo dos principais integrantes do grupo, como o ex-diretor da Delta Centro-Oeste, Claudio Abreu e o auxiliar de Cachoeira, Dadá, além de empresas fantasmas ligadas ao contraventor.
Também ficaram de fora da análise dos deputados e senadores os requerimentos sobre a quebra de sigilo da Delta nacional e a convocação do presidente da empresa, Fernando Cavendish.
Os senadores Pedro Taques (PDT-MT) e Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), disseram que deixar para depois os requerimentos era “jogar o lixo para debaixo do tapete”, já que as próximas reuniões do mês de maio são para depoimento de testemunhas. Uma nova análise de requerimento seria só dia 5 de junho.
— Não podemos suspender a reunião sem analisar esses requerimentos [sobre a Delta]. Estamos perdendo a oportunidade da prova. Eu tenho dez citações, inclusive com reuniões, entre Cachoeira e Fernando Cavendish, e nós vamos deixar para junho essa decisão de quebrar o sigilo? Nós estamos jogando o lixo para debaixo do tapete!
O relator, deputado Odair Cunha (PT-MG), defendeu que se espere um pouco mais para analisar esses requerimentos e teve apoio da ampla maioria de parlamentares do PT e PMDB, partidos respectivamente do relator e do presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB).
Na próxima terça-feira (22), a CPI se reúne novamente para tomar o depoimento do bicheiro Carlinhos Cachoeira. Ele está preso na Papuda, em Brasília. (R7)




























