O júri popular condenou, no fim da noite desta quinta-feira, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, os três réus acusados de matar o ex-prefeito de Santo André, no ABC paulista, Celso Daniel, em janeiro de 2002. Ivan Rodrigues da Silva, o Monstro, foi condenado a 24 anos de prisão; Rodolfo Rodrigo dos Santos Oliveira, o Bozinho, a 18 anos; e José Edison da Silva, a 20 anos de prisão.
Rodolfo teve pena reduzida, pois na época do crime era menor de 21 anos. Já Ivan teve a maior das penas por ser apontado como o responsável pela ação logística do grupo. Os advogados dos réus disseram que não irão recorrer da decisão.
– Hoje vamos dormir um pouco mais tranquilos. Mas é apenas uma etapa vencida – diz Bruno Daniel, irmão da vítima.
O promotor de Justiça Marcio Augusto Friggi de Carvalho comemorou o veredito e disse que é uma decisão muito importante para o julgamento do empresário Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, acusado de ser o mandante do assassinato.
– O veredito de hoje mostra o acerto da tese do Ministério Público, de que houve um crime político.
Em uma explanação bastante técnica no fórum de Itapecerica da Serra, Friggi pediu aos sete jurados que condenassem os três réus por homicídio qualificado mediante pagamento. Carvalho afirmou que Ivan Rodrigues da Silva, Rodolfo Rodrigo dos Santos Oliveira e José Edison da Silva seriam “os membros” responsáveis pela morte do político. O “corpo”, segundo ele, seria Dionísio de Aquino Severo, assassinado dentro do Centro de Detenção Provisória (CDP) do Belém, na Zona Leste de São Paulo, e a “cabeça”, o empresário Sérgio Gomes da Silva.(Guilherme Voitch e Leonardo Guandeline/O Globo)




























