Luís Augusto Gomes
A declaração atribuída ao governador Jaques Wagner, de que os deputados governistas que não votaram a favor do projeto do professorado são “casados querendo levar vida de solteiro”, não condiz com seu perfil de democrata nem com a elegância que lhe é comumente atribuída.
Deputados têm compromisso, antes de tudo, com seus eleitores, com seus partidos e com suas consciências. O PCdoB se absteve por decisão partidária, enquanto o deputado Capitão Tadeu (PSB), fiel ao funcionalismo público, votou com seu eleitorado.
A deputada Luiza Maia (PT), por sua vez, manifestou consciência de classe em límpida declaração: “Eu não tinha condição de ficar contra a minha categoria”, disse, lembrando que é professora e que, “perseguida pelo governo anterior”, ficou 16 anos fora da sala de aula, sendo reintegrada somente em 2010.
Sendo verdadeiro o sentimento expressado pelo governador, supõe-se que, agora, ele dê seguimento ao novo estilo, demitindo os indicados pelos “adúlteros” e, no caso dos docentes, perseguindo-os com cortes nos já debilitados contracheques.
Governista vê “um bom problema” – O deputado Zé Raimundo (PT) manifestou sua “crença” de que o governador Wagner “irá encaminhar com as lideranças dos professores da rede estadual uma saída, um espaço para a continuação do debate e a reflexão sobre como melhorarmos cada vez mais a condição profissional e salarial dos professores da Bahia”.
Qualificando de “muito fácil” o discurso da oposição, o parlamentar afirmou que, “no passado, essa mesma oposição tratava os professores na base da repressão, do cassetete, muitas vezes com a prisão e a perseguição política”. Hoje, “o diálogo e o debate é que imperam”.
Lembrou que o novo indexador do piso dalarial dos docentes “é um problema bom”, criado por uma deputada do seu partido, e que a questão agora é debater “como transferir recursos do Tesouro federal para apoiar as pequenas prefeituras do Nordeste e também os Estados que não têm condições de pagar”. (Por Escrito)
































Esses políticos querem aparecer de qualquer jeito. Fazem qualquer negócio para jogar pra platéia. Teve um do partido que patrocinou o questionamento (é contra) que agora se diz a favor das cotas, logo depois da votação a zero. Fácil de entendê-los, sempre jogando pra aparecer. E o governador querendo ser democrata no meio de gente sem palavra que só quer palco, ribalta. Vai sofrer muito se continuar dando atenção pra qualquer um.