Dois jornalistas do Grupo Bandeirantes do Rio Grande do Sul morreram no início da manhã desta sexta-feira (27), após um caminhão desgovernado atingir um comboio da imprensa que acompanharia uma operação policial em Caxias do Sul. O repórter Paulão (Enildo Paulo Pereira), figura bastante conhecida pelos gaúchos por suas reportagens policiais, e o cinegrafista Ezequiel Barbosa não resistiram aos ferimentos.
Três carros da polícia e três carros da imprensa, inclusive da RBS e da Record, foram atingidos pelo veículo. Da RBS, estão entre os feridos o fotógrafo Marcelo Oliveira, o repórter Eduardo Torres e o motorista Anderson Samuel Belmonte Alves, todos do jornal Diário Gaúcho, além do repórter Cid Martins e do motorista Lúcio Pereira de Moraes, ambos da Rádio Gaúcha.
O acidente ocorreu no Km 47 da ERS 122, no local conhecido como “Curva da Morte”, em Farroupilha. Paulão candidatou-se a vereador de Porto Alegre pelo PTB por duas vezes, uma em 2004 e outra em 2008, sem ser eleito. Sua principal característica como apresentador era bater um chinelo na mesa enquanto falava de bandidos. (Jornal do Comércio)































Sexta-feira, 27 de abril de 2012, a sexta-feira que comoveu e enlutou a todos de “bem” no Rio Grande do Sul. Desde a hora que eu soube, através da internet (pouco mais das 11:00h), o terrível acidente ocorrido nesta madrugada até o presente momento (10 para as 17:00h), todo o meu ser está agitado (abatido). O repórter policial Paulão era muito polêmico, um tanto cênico, mas admirado por muitos sem sombras de dúvida, inclusive por mim. Quem de nós têm ou teria a capacidade de lançar um bordão na tv? Paulão conseguiu esta façanha, e foi conhecido por vários bordões que pegaram. Quanto ao Ezequiel, o que falar deste jovem com 27 anos de idade? Ele era motorista e cinegrafista da equipe de Paulão na TV Bandeirantes. Os depoimentos nos dão conta que ele era um brilhante profissional muito bem- humorado, que apesar da pouca idade havia imprimido sua marca profissional em outros veículos de comunicação. O SBT, Record e RBS externaram com máxima sinceridade o quanto existe de amizade por trás das câmeras. Vários depoimentos e comentários de profissionais destes veículos disseram que apesar da “guerra” que existe pela audiência, estes profissionais se davam muito bem e até trocavam informações e imagens entre outros profissionais de outras emissoras. Enfim, ambas as mortes são perdas que os tele-espectadores da tv gaúcha e colegas de inúmeros outros veículos do Rio Grande do Sul lembrarão por muitos anos, como a sexta-feira que levou dois excelentes profissionais de televisão.