Luís Augusto Gomes
A senadora Lídice da Mata (PSB) não tem o que conversar com o governador de Pernambuco e presidente nacional de seu partido, Eduardo Campos, sobre a possibilidade de sua candidatura a prefeita de Salvador.
Sua conversa terá de ser com o governador Jaques Wagner, possivelmente envolvendo itens do acordo firmado em 2008 – entre eles a eleição ao Senado, em 2010, e à Prefeitura, em 2012 –, quando ela desistiu da disputa para ser a vice de Walter Pinheiro.
Campos quer Salvador na campanha presidencial – Quanto a Campos, não há dúvida: ele é “pré-candidato” à presidência da República e quer Lídice concorrendo em Salvador, formando retaguarda para 2014. Ainda mais com a senadora sempre à frente do deputado Nelson Pelegrino (PT) nas pesquisas.
Partido e deputado defendem candidatura – Em Brasília, o PSB fez um encontro nacional, resultando na orientação de estímulo às candidaturas a prefeito para que o partido dispute o pleito majoritário em pelo menos 1.500 municípios.
O bom senso leva a crer que em Salvador, terceira cidade brasileira, os “socialistas” teriam interesse em eleger o prefeito – aqui dito no masculino porque há dois “pré-candidatos”, a própria Lídice e o deputado Capitão Tadeu.
E aí reside o problema: Tadeu, embora menor em hierarquia, é um político respeitável, com o qual qualquer partido gostaria de contar, inclusive o PSB. Caso não seja da vontade de Lídice o pleito, o deputado está aí mesmo, para fortalecer a legenda na eleição.
Isso, evidentemente, ela não quer. Se desejasse trilhar caminho mais distante de Wagner, seria por sua própria conta e responsabilidade, não através de terceiros não confiáveis.
Tadeu só na cabeça – Sobre a possibilidade aventada neste blog de Tadeu, num inesperado acordo entre a senadora Lídice e o PCdoB, vir a secundar a chapa da deputada Alice Portugal, o parlamentar foi explícito em curto e-mail enviado ao editor: “Em nenhuma hipótese serei vice”.
Senadora poderia ser o “ponto de encontro” – Importante dirigente de partido da base governista disse a Por Escrito que a senadora Lídice da Mata é “a única que teria chance de unir o governo”, já que Pelegrino “é um fardo difícil de carregar”.
Para ele, se a oposição sair unida – o que, dizemos nós, ainda está altamente indefinido –, será imperioso para o governo dar um caráter “plebiscitário” ao pleito, e, insistiu, “somente Lídice teria essa representatividade na aliança”.
Todos os partidos da base, segundo a fonte, “vão lutar para fazer vereadores, e sem cabeça de chapa ninguém faz legenda forte”. Um sacrifício desses para apoiar a senadora decorre da “chance de vitória” que ela traz. (Por Escrito)




























