Donald Trump, presidente dos Estados Unidos. – Foto: Isac Nóbrega/Agência Brasil.
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CLÁUDIO HUMBERTO
A mudança do governo americano em relação ao Brasil decorre da “diplomacia empresarial”, que na prática ocupou o espaço do ausente governo brasileiro. O fiasco da diplomacia do Itamaraty, contaminada por ideologia, conheceu o fundo do poço: o chanceler Mauro Vieira não conseguia nem falar ao telefone com o homólogo americano. Trocaria breves palavras com Marco Rubio em agosto, 8 meses após a posse de Donald Trump. Pediu a Rubio para conversar sobre o “conversável”, sem incluir a pauta política exposta na carta de 9 de julho para Lula.
Distensionamento
Trump havia sinalizado à diplomacia empresarial que “distensionaria” a relação com o Brasil, e o encontro casual na ONU o fez antecipar isso.
Muita calma nessa hora
Será penoso, advertem experientes diplomatas. Haverá dedo em riste, palavras duras, mas desafio inicial é identificar as demandas dos EUA.
Adultos na sala
Importante mesmo será conversar, mas as chances do Brasil serão melhores fazendo-se representar por “adultos na sala”.
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