A Polícia Civil diz que não vai descansar enquanto não encontrar o sexto investigado e indiciado Foto: Ascom/Polícia Civil/SSP
O Nove de Ouros do Baralho do Crime da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), Josevan Dionísio dos Santos, conhecido como “BZ”, foi preso na última sexta-feira (12), apontado como o executor do homicídio da líder quilombola Maria Bernadete Pacífico Moreira, ocorrido em 17 de agosto de 2023, no território do Quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho.
Reportagem da Tribuna da Bahia informa que na operação, o Departamento de Repressão e Combate ao Narcotráfico (Denarc), com apoio da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core), cumpriu dois mandados de prisão e dois de busca e apreensão contra o suspeito.
Com a chegada da polícia, BZ manteve como reféns a companheira e os dois filhos, com o uso de uma pistola turca, com numeração raspada, que segundo Ernandes Reis, diretor do Denarc, foi apreendida e encaminhada para a perícia, pois pode ter também sido utilizada no crime que ceifou a ialorixá baiana.
“Dos seis indiciados pela Polícia Civil, cinco já foram capturados. A Polícia Civil não vai descansar enquanto não encontrar o sexto investigado e indiciado pela Polícia Civil da morte de Mãe Bernadete, o Maquinista, que já se encontra também no baralho do crime e as operações de inteligência irão continuar para a captura desse elemento”, afirma.
Além do assassinato de Mãe Bernadete, Josevan também é investigado por integrar grupo criminoso atuante em Simões Filho e região, envolvido em roubos, tráfico de drogas e homicídios. O suspeito foi conduzido à sede do Denarc, onde passou pelos exames legais e permanece custodiado à disposição da Justiça.
Crime bárbaro
O assassinato de Mãe Bernadete chocou o país e repercutiu internacionalmente. Após o ocorrido, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) condenou o assassinato da liderança quilombola, assim como A Organização das Nações Unidas (ONU). A vítima exercia a liderança da comunidade quilombola Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, e era membro da Coordenação Nacional da Articulação de Quilombos (CONAQ) da Bahia.
Fonte: Tribuna da Bahia/Ligia Veiga
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