Área afetada pelo rompimento de barragem no distrito de Bento Rodrigues, zona rural de Mariana, em Minas Gerais. (Foto: Antonio Cruz/ABr/Arquivo)
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CLÁUDIO HUMBERTO
Realizou-se na quarta (19) a primeira audiência (pre-trial) da justiça de Londres na ação coletiva da banca de advocacia Pogust Goodhead (PG) contra a BHP e Vale, sócias da Samarco, envolvida no rompimento da barragem. A ação espanta pela ousadia. O PG pede quase R$300 bilhões de indenização para 170 mil pessoas. A defesa da BHP alega que metade não está informada de que, em caso de sucesso, teria de ceder grande parte do dinheiro ao PG, e, no fracasso, arcar com as custas judiciais.
Sem transparência
A BHP também alegou que os questionários não deixam claro se existe autorização dos requerentes para o PG representá-los.
Modus operandi
O mudus operandi do PG é alvo de críticas. Em 2023, um deputado escocês o acusou de desistir de um caso ao perceberam que iam perder.
Pepino milionário
PG desistiu do caso Primodos, produto de testes de gravidez que fez mal a bebês, e pode sobrar para os requerentes até R$68 milhões em custas.
Queixas de clientes
A empresa escolheu como parceiro no Brasil o petista José Eduardo Cardozo, ex-ministro da Justiça e advogado requisitado.
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