Gabriel Boric e Lula – Foto: Ricardo Stuckert/PR
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CLÁUDIO HUMBERTO
Alvo de duras críticas em maio de 2023 do presidente chileno Gabriel Boric, inconformado com sua defesa do ditador Nicolás Maduro e por relativizar a invasão russa à Ucrânia, o presidente Lula (PT) aditou nesta segunda-feira a visita que faria ao Chile nos próximos dias 17 e 18. A programação da visita tinha sido articulada pelas chancelarias de ambos os governos, cujos presidentes disputam o protagonismo da atrasada esquerda do continente. O objetivo era favorecer uma troca de palavras bajuladoras e “zerar” o incidente de há um ano.
Passando pano
Lula chamou de “narrativa” as denúncias de violação de direitos humanos na ditadura venezuelana. Boric não conteve a indignação.
Horror venezuelano
“Não é narrativa, é uma realidade, é grave e eu tive a oportunidade de ver, vi o horror dos venezuelanos”, disse, “isso exige uma posição firme”.
Da esquerda à direita
Também o uruguaio Lacalle Pou criticou Lula, afirmando que “o pior que se pode fazer é tentar minimizar, tapando o sol com um dedo”
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