Deputado federal André Janones. Foto: Rprodução/Redes Sociais/Via DP
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CLÁUDIO HUMBERTO
Das 856 prefeituras mineiras, número que torna o Estado o campeão nacional em número de municípios, a prefeitura de Ituiutaba é o principal destino das chamadas emendas pix: R$25,4 milhões. A ferramenta, que em nada preza pela transparência, é usada por parlamentares para destinar dinheiro para redutos eleitorais. Ituiutaba, com 102 mil habitantes, supera a capital mineira Belo Horizonte, que apesar de bem mais populosa, 2,3 milhões de pessoas, recebeu apenas R$7,8 milhões.
Costas quentes
A prefeita de Ituiutaba, Leandra Guedes, é ex-assessora e ex-namorada de André Janones (Avante), o “Rachadores”, maior origem dos recursos.
Disparidade
Três deputados mandaram emenda pix para Ituiutaba, Janones, R$25 milhões; Alê Silva (Rep), R$ 150 mil; e Rogério Correia (PT), R$200 mil.
Só subindo
Dede 2021, as emendas foram turbinadas. De R$7 milhões (2021), passou para R$7,3 milhões e chegou a R$11,2 milhões (2023).
Poder sem Pudor

O poder engorda?
Ministro do Trabalho e da Previdência no governo João Goulart, Almino Afonso estava no cargo havia apenas dois meses, mas tinha engordado. Ao encontrá-lo na Câmara, o deputado José Maria Alkmin não perdoou: “Almino, pelo jeito, o poder engorda mesmo. É só dar uma olhada em você.” Almino se irritou: “A tese é pelo menos discutível”. Alkmin: “Por quê?” O ministro sapecou: “Você sempre esteve no poder ou perto dele e, mesmo assim, continua magro como um palito…”
Unificando eleições
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, anunciou que a PEC que unifica as eleições (majoritárias e municipais) vai ser uma das prioridades da Casa, em 2024: “o Brasil sai de um estado de permanência eleitoral”. Os mandatos municipais devem ser prorrogados por dois anos.
Boulos, o negacionista
Voltou a circular post de setembro de 2018 em que o político de extrema-esquerda Guilherme Boulos se revela negacionista. Ele atacou o governo de Temer por pretende imunizar crianças com vacinação obrigatória.
Irajá, Bruxelas
Ex-chanceler de Michel Temer, Aloysio Nunes enfrenta a humilhação de ser nomeado por Lula como chefe de uma divisão da Apex, subalterno de Jorge Viana. Acabou no Irajá, mas em Bruxelas. Ninguém é de ferro.
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