Presidente reeleito do Senado, Rodrigo Pacheco. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ ABr
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CLÁUDIO HUMBERTO
Na véspera da eleição para presidente do Senado, soou o alarme na campanha de Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que tentava a reeleição. Após jantar de Rogério Marinho (PL-RN), até os mais otimistas ao redor de Pacheco viram os supostos 55 votos minguarem. Marinho já listava 34 votos para si. A turma de Pacheco estimava 42. O cenário ficou pior com o “já ganhou”, que levou Pacheco a confirmar presença na abertura do Ano Judiciário, no STF, ponto sensível que tirou votos do senador.
Contagem ao vivo
Após prever 57 votos para Pacheco, às 17h05 o Planalto só conseguia contar 44 votos, por isso saiu em campo para reverter a queda.
Enxuga o discurso
Foi sugerido a Pacheco não ir ao STF para “limpar a imagem”. Mas, com a presença já confirmada, sobrou para Pacheco encurtar o discurso.
Vale-tudo em campo
Para recuperar votos pedidos de Pacheco, o Planalto saiu prometendo a senadores cargos em órgãos ambicionados, como a Codevasf.
Poder sem Pudor

Faltou o balanço
Os adversários do ex-governador de Alagoas Ronaldo Lessa cansaram de cobrar um balanço, jamais realizado, nos sinais exteriores de riqueza ou de pobreza dos seus auxiliares. A expectativa foi gerada na primeira reunião do secretariado, ao tomar posse no seu primeiro governo, em 1999. Na reunião aberta à imprensa, o governador reagiu assim, quando os secretários se queixaram dos salários: “Uma coisa fica clara, quem sair rico do meu governo é porque roubou!”. Alguns caíram na gargalhada, outros sorriram amarelo. No fim do governo, necas de fazer balanço.
Lorota de campanha
Para diminuir a rejeição entre os senadores e se reeleger, Rodrigo Pacheco insinuou “mandato” para ministros do Supremo. Conversa mole. Ele engavetou todos os projetos que preveem essa mudança.
Pacheco, o coveiro
Em seu discurso de ontem, Rodrigo Pacheco defendeu, quem diria, que Senado exerça sua obrigação de “legislar”. Exatamente o que ele vem impedindo, ao fazer da sua enorme gaveta um cemitério de propostas.
Previsibilidade vs. Atenção
A vitória de Arthur Lira (PP-AL), reeleito presidente da Câmara, era tão previsível que até a quantidade de jornalistas que cobriam a eleição diminuiu. Quase toda a atenção esteve na disputa (apertada) do Senado.
Prioridades
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC), eleita com quase 112 mil votos no ano passado, foi à posse na Câmara dos Deputados com um grande adesivo “Fora Lula” nas costas. “Prioridades”, definiu ela.
Frase do dia
Seremos colaborativos com o governo e o presidente
Rodrigo Pacheco avisando que irá se submeter ao Executivo como o faz ao Judiciário
Michelle por Damares
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro foi ao Senado prestigiar a posse de sua amiga Damares Alves (Rep), senadora eleita pelo Distrito Federal. Mas a boataria ligou sua presença à campanha de Marinho.
Chilique na fila
Assessores sofreram para acomodar convidados de deputados de que foram à posse. Deram chilique. O cerimonial só liberou dois convites por parlamentar, mas eles levaram caravanas para o evento.
Cunha causou
O ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha causou alvoroço, nesta quarta-feira, ao chegar para a posse dos deputados federais eleitos. Servidores da casa e parlamentares disputaram selfies a seu lado.
Grana extra
Comerciantes aproveitaram para reforçar a renda com a posse dos parlamentares, nesta quarta (1º). Placa em aço com o diploma de suas excelências era oferecida pela bagatela de R$700.
Pensando bem…
…ao menos não apareceram 82 votos outra vez, na urna do Senado.
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